Swiss Travel Pass Flex

Suíça – Swiss Travel Pass

O Swiss Travel Pass é um bilhete voltado apenas para turistas que visitam o país. Com ele, o viajante terá uso ilimitado dos transportes públicos, incluindo as viagens de trem entre as cidades, os tours panorâmicos, os passeios de barco nos lagos e os transportes urbanos locais como ônibus, metrô e trams. Além disso, possui desconto nas subidas para as montanhas e entrada gratuita em centenas de museus. Existem vários tipos de passes, então é bom entender o que cada um deles inclui e como funcionam.

Mapa do transporte incluso no passe
Mapa do transporte incluso no passe

Tipos de passes

Swiss Travel Pass: é o mais interessante, abrangente e fácil de usar, pois você não precisará pagar nenhum valor extra nas viagens e entradas para museus. Ao comprar, você define a sua duração entre as opções disponíveis.

Swiss Travel Pass Flex: é exatamente como o anterior, mas com dias flexíveis. Se você compra o passe de 15 dias, por exemplo, você espalhá-los como quiser durante o período de um mês. Como foi esse que eu usei, falarei mais detalhadamente dele nessa postagem.

Swiss Half Fare Card: como o próprio nome indica, com esse passe você irá pagar metade do valor nas passagens. Nesse caso, a validade é de um mês e o preço é único. Confira o valor atual nesta página. Em alguns trajetos de menor distância e nos transportes públicos locais, o desconto pode ser maior. Esse passe não inclui entradas para museus.

Swiss Transfer Ticket: é um bilhete de ida e volta de viagem entre o aeroporto/estação e sua cidade de destino, sendo que é necessário fazer o trajeto mais direto disponível. Esse passe não inclui entradas para museus.

Swiss Coupon Pass: esse é um daqueles passes do tipo compre um, leve dois. Isso quer dizer que ele precisa ser utilizado em duplas de pessoas. O foco deles é no Grand Tour e no Grand Train Tour, oferecendo descontos em 11 destinos do país.


O passe só vale para turistas

O comprador precisa comprovar, por meio do passaporte ou da identidade, que não é residente da Suíça ou de Liechtenstein. O passe é nominal e só pode ser utilizado pelo comprador.


O que está incluso

No caso dos trens, não é necessário fazer marcação de assento ou troca de bilhete na estação. Para viajar de uma cidade para a outra, você simplesmente chega na estação e embarca no trem. Eventualmente, um oficial passará verificando as passagens e passes durante a viagem. Em algumas viagens que eu fiz, o bilhete não foi conferido em nenhum momento.

Landwasserviadukt
Bernina Express passando pelo Landwasserviadukt

Para os trens panorâmicos, é exigida a reserva prévia do assento com a cobrança de uma taxa. Eu fiz isso com o Bernina Express. Mas atenção: como esses passeios são mais procurados, é preciso fazer a reserva com antecedência para garantir uma vaga. Você pode fazer isso antes mesmo de comprar o passe, pois não é necessário informar nenhum número de bilhete ou coisa parecida.

Zurique, Burkliplatz lago barco
Passeio de barco no lago Zürich

Para embarcar nos barcos, não é preciso fazer nenhum tipo de reserva ou troca de bilhete, só chegar chegando. Eu usei os barcos tanto para transporte entre um ponto e outro, como no Lago Brienzersee, como para um passeio de ida e volta, como no Lac Léman. Eu queria ter usado barco em todos os lagos, mas acabou não dando tempo ou o clima não colaborou.

Subindo para o pico da montanha
Subindo de bondinho o Säntis der Berg

Nas subidas das montanhas, basta apresentar o passe na bilheteria para ter o desconto na compra do bilhete. A porcentagem vai variar dependendo do lugar. No Säntis, San Salvatore, Monte Brè, Jungfrau e Titlis eu tive descontos de cerca de 50%. O único que foi totalmente de graça com o passe foi o Monte Pilatus.

Bündner Kunstmuseum
Bündner Kunstmuseum, em Chur

No caso dos museus, o passe deve ser apresentado na entrada e geralmente inclui somente o acesso à coleção permanente, sendo necessário pagar pelas exibições temporárias. A grande maioria dos museus do país está incluída. Na dúvida, consulte cada caso individualmente nessa página.


Diferença entre as classes

As viagens pela Suíça podem ser feitas em 1ª e 2ª classes. Eu comprei o passe para primeira classe porque era mais barato e a maioria das viagens acaba sendo rápida, pois o país é pequeno e o sistema ferroviário funciona muito bem. Durante minha estadia no país, percebi que foi uma economia que valeu à pena. Não há nenhuma diferença gritante entre as duas classes que justifique pagar a mais. Obviamente que a primeira classe fica sempre mais vazia, mas eu não tive nenhuma dificuldade em encontrar assentos na segunda classe e viajei confortavelmente.

Número na porta indica a classe
Número na porta indica a classe do vagão

Opções de duração

Existem diferentes tipos de duração do passe, então você deve comprar a que melhor se adequar às suas necessidades. Atualmente, eles podem ser usados por 3, 4, 8 ou 15 dias – consulte essa página para informações atualizadas. A grande questão nesse sentido é que o passe vale mais à pena para as maiores durações, então é preciso que você calcule o custo benefício do seu caso em particular.


Funcionamento do passe normal e do flex

O passe normal é o mais fácil de entender. Você anota ou já vem escrito no bilhete o primeiro dia de uso e ele vai durar pela quantidade de dias que você comprou. Simples assim. Observe que a validade independe do dia de compra. Você pode adquirir o bilhete e definir que ele começará a ser usado em uma data futura. O tempo máximo atualmente é de 15 dias.

Já o passe flexível tem duração máxima de um mês. Nesse período, você pode usar o passe livremente, mas somente na quantidade de dias que você comprou. Eu, por exemplo, passei 25 dias de férias na Suíça e comprei o passe flexível de 15 dias. Isso quer dizer que eu tinha que escolher quais dias ia utilizá-lo e quais dias pular. O que eu fazia era concentrar os dias de visitas a museus com os de viagens entre uma cidade e outra, assim eu fazia cada dia de uso do passe valer mais à pena. Quando eu só ia passear pela cidade a pé, visitando parques e outros lugares de entrada gratuita, eu não usava o passe.

Bilhete do Swiss Travel Pass Flex
Bilhete do Swiss Travel Pass Flex

Você recebe o passe como na foto acima, já com seus dados: nome, nacionalidade e passaporte. Também já deve ser definido no momento da compra a validade do bilhete que, no meu caso, foi do dia 1° a 31 de maio de 2017. Como ele é flexível, quando você for efetivamente usar o passe pela primeira vez, você deve preencher o dia e o mês abaixo do número 1. No segundo dia de uso, você coloca a data abaixo do número 2. E assim por diante. Recomendo não preencher tudo de uma vez, pois você pode mudar de ideia devido ao clima ou qualquer outro motivo e acabar não utilizando o passe em algum dia que você tinha planejado previamente.


Preço e custo-benefício

O valor vai variar, obviamente, dependendo das características do passe comprado. A primeira classe é muito mais cara do que a segunda classe e eu não vi tantas vantagens que justificassem a diferença do preço.

O segundo quesito é a duração. A questão principal aqui é que, quanto maior a duração, menor será o preço final diário. Eu, por exemplo, comprei o de 15 dias e cada dia saiu por cerca de 35 francos suíços. A título de comparação, o passe de 3 dias ficava com um custo de cerca de 86 francos diários.

Por último, há uma pequena variação entre o passe de uso consecutivo e o flexível, sendo que esse último é mais caro. A diferença nesse caso, entretanto, não é muito grande.

Tem ainda os outros passes que eu citei ali em cima, como aquele em que você paga metade nos transportes do país. Como eu não os utilizei, não vou falar sobre eles por falta de experiência prática mesmo. O assunto dessa postagem é a compra e o uso do Swiss Travel Pass.


Onde comprar

Todos os bilhetes citados podem ser comprados na página do Swiss Pass, mas nem todos possuem a opção de entrega por E-Ticket. O bilhete flexível não tinha a opção de entrega online, sendo necessário o envio pelo correio. Como a taxa não é lá das muito baratas, além do fato de pagar imposto com compra estrangeira no cartão de crédito, para mim não rolava. Eu também fiquei com o pé atrás com a entrega, com medo de comprar e o negócio não chegar por qualquer motivo. Vamos combinar, isso é muito caro para ser perdido pelos correios. Como eu não ia mesmo usar no primeiro dia, no trajeto do aeroporto para o Hitrental Badenerstrasse Apartments, então deixei para comprar pessoalmente na estação central de Zurique, a Zürich Hauptbahnhof.

Bilheteria da estação de trem de Zurique
Bilheteria da estação de trem de Zurique

A compra feita pessoalmente foi bem simples. Cheguei na bilheteria e falei, em inglês, o que queria comprar. Pediram o passaporte, pois esse tipo de bilhete é nominal e intransferível, e paguei diretamente em francos suíços, que já tinha feito o câmbio aqui no Brasil. Assim, evitei o pagamento de IOF e da taxa de envio.


Vale a pena?

Bom, esse já é um assunto delicado. Esses passes são bem caros, mas tudo na Suíça também é. Para mim valeu muito a pena porque eu rodei o país inteiro, fui em muitos museus, fiz passeios de barco e o tour panorâmico do Bernina Express, subi em diversas montanhas (com desconto no bilhete), etc. Além disso, comprei o passe de segunda classe com a maior duração possível, que possui um custo benefício maior. Qualquer dia que eu fosse gastar mais de 35 francos suíços com passagens e entradas em museus, já valeria a pena. Teve dias em que eu teria gastado mais de 100 francos suíços, então a viagem saiu bem mais barata comprando o passe. Mas cada caso é um caso e não há jeito fácil para chegar a uma conclusão. Sinto informar, mas você terá que pesquisar o preço de cada atração e viagem e colocar na ponta do lápis. Ou aceitar e adquirir o passe pela pura e simples facilidade de não ter que se preocupar em fazer pequenas compras durante o dia.

Pesquisa e planejamento
Pesquisa e planejamento

Os preços das passagens podem ser conferidos na página do SBB, lembrando que o primeiro preço que eles mostram é de 50% do valor final. Isso pode confundir muita gente porque eles colocam um “a partir de” e as pessoas não leem com toda a atenção. Chega lá na Suíça e encontram as passagens todas pelo dobro do preço. Vou publicar aqui uma postagem específica sobre como pesquisar passagens de trem na Suíça. O valor das entradas dos museus e os bilhetes de subida nos montes, tem mesmo que entrar na página de cada atração. Além disso, você precisa conferir quais são os dias e horários de funcionamento dos museus para ver se coincide com o dia das viagens. Como eu tenho carteira internacional de estudante, ainda precisava considerar essa variável, pois algumas atrações tinham desconto. Ou seja, é um trabalho do cão! Inclusive, nunca peça para o seu amiguinho blogueiro para planejar uma viagem para você. Pague por esse serviço. Fica a dica! Enfim, com isso você consegue comparar o quanto gastaria com e sem o passe. Como eu comprei o Swiss Travel Pass Flex, selecionei os dias com custos maiores para usar o passe.


Como foi a minha experiência?

Para mim o Swiss Travel Pass Flex valeu muito a pena. O planejamento foi trabalhoso, pois eu busquei concentrar a maior parte das atrações pagas e viagens nos mesmos dias, deixando os outros livres para quando não fosse utilizar o passe. No fim das contas, economizei muito.

Também foi ótimo por ter a liberdade de andar à vontade nos transportes públicos urbanos nesses dias, além de poder chegar em cima da hora nas estações nos dias de viagem e sair correndo para entrar no trem, sem necessidade de parar para comprar bilhete nas máquinas de autoatendimento ou nas bilheterias.

Fora isso, acabei entrando em museus que eu talvez não teria visitado se tivesse que pagar pela entrada. O passe já estava pago mesmo, tinha mais era que aproveitar ao máximo, sem ficar calculando quanto iria gastar ou se valeria a pena. Entrava e conferia pessoalmente. Então, digo que valeu!

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