Transporte urbano

Houston – Como funciona o transporte urbano

A maioria das pessoas com quem eu conversei sobre transporte em Houston não pensou duas vezes antes de dizer que era imprescindível ter um carro. Realmente, trata-se da quarta maior cidade do país e muitos lugares ficam afastados. Eu fiquei hospedado próximo ao Texas Medical Center, primeiramente no Hotel Four Points by Sheraton Green Plaza e, depois, em um apartamento alugado no Terraces on Brompton, e senti falta em algumas ocasiões, principalmente para fazer compras no supermercado, já que tinha que carregar peso, ou ir a atrações distantes como o Space Center Houston. Mas, como era uma temporada de alguns meses, não valia a pena alugar por todo o período e também não justificava comprar um carro. O jeito foi encarar o transporte público e outras alternativas.

Opções de transporte no Google Maps
Opções de transporte no Google Maps

Uma delas que nós já nos acostumamos a utilizar no Brasil, mas muitas pessoas deixam de lado quando estão viajando, é o uso de aplicativos de motoristas particulares. Os valores normalmente são mais baixos do que pegar um taxi. Os que eu experimentei em Houston e funcionaram muito bem foram o Uber, talvez o mais conhecido deles, e o Lyft. Ambos têm o mesmo tipo de serviço: você chama pelo aplicativo, o motorista chega e se identifica, já está marcado o lugar de destino e há formas diversas de pagamento, como cartão de crédito, Apple Pay, PayPal e dinheiro. Eu conheci o Lyft lá e gostei bastante, pois ele te permite selecionar a companhia aérea quando você está indo para o aeroporto e já mostra qual é o terminal correto. Além disso, ganhei vários descontos por ser um novo usuário. O legal é que o Google Maps já apresentava as opções de ônibus, Uber e Lyft, então dava para comparar os preços.

Andando de ônibus
Andando de ônibus

Mas eu usei mais mesmo o transporte público, que sai bem mais barato. Tinha pontos de ônibus próximos ao lugar que eu fiquei. Obviamente que é menos confortável do que o carro, já que você pode ter que caminhar um pouco, esperar passar, encarar o clima da cidade que vai de calor sufocante a tempestades do fim do mundo, etc. Mas o jeito foi botar a cara no sol (ou na chuva) e ver se era realmente impossível viver sem carro como as pessoas comentavam. Não era. Na verdade, achei bem tranquilo.

Informações no ponto de ônibus
Informações no ponto de ônibus

Uma das coisas que permite otimizar a experiência é usar o Google Maps para calcular as rotas. Eu tinha internet ilimitada no celular, então conseguia ter acesso ao aplicativo online para obter informações atualizadas do trânsito e dos horários dos ônibus (além de chamar o Uber/Lyft, se fosse o caso). Outra alternativa era chegar no ponto e mandar um SMS com o código do bus stop. Logo depois chegava uma mensagem de resposta com os horários dos ônibus que passariam por ali, daí você sabia se estava chegando ou iria demorar. Essas placas também continham informações úteis como o mapa, a direção que ia seguir o ônibus (tem que prestar atenção se você está embarcando para o lado certo), a frequência geral e nos horários de pico, etc.

Estação do METRORail
Estação do METRORail

Já nas estações do METRORail, o metrô de superfície da cidade, havia painéis eletrônicos anunciando a chegada dos próximos veículos e sua direção. Esse foi outro meio de transporte que eu usei bastante. O mapa com todas as estações pode ser acessado na página oficial – ele percorre downtown, midtown, Museum District, Texas Medical Center, Moody Park e vai até a Northline Transit Center. Um detalhe importante do light rail, como também é chamado, é que você não precisa passar por nenhuma roleta para ter acesso. Se você vier o Q Card, você deve aproximá-lo do leitor ainda na estação e não tem como pagar em dinheiro. Eu imagino que os funcionários passem eventualmente pelos vagões pedindo para ver os bilhetes ou verificar o cartão, mas confesso que nunca aconteceu comigo. Isso pode dar a ideia a algumas pessoas de andar gratuitamente. Bom, aí vai depender da honestidade de cada um.

Moedinhas para pagar o ônibus
Moedinhas para pagar o ônibus

Falando nisso, é importante citar como comprar as passagens. Os valores atualizados e as opções de pagamento podem ser acessados na página oficial. No caso do ônibus, você pode pagar em dinheiro, mas tem que ser em notas e/ou moedinhas no valor exato. Basta embarcar e inserir na caixa que fica ao lado do motorista. A desvantagem é que você fica sem o comprovante que te dá direito a usar o transporte público por 3 horas – caso queira pegar outro ônibus ou o ligth rail em seguida ou estiver fazendo um bate e volta rápido. Também dá para usar o Q Card, que pode ser reabastecido dentro do próprio ônibus.

Terminal de auto-atendimento do transporte urbano
Terminal de auto-atendimento do transporte urbano

Nas estações maiores, há a opção de usar esses terminais de autoatendimento tanto para comprar uma passagem quanto para colocar mais saldo no cartão de trânsito. Eu confesso que eu não usei nenhuma vez porque optei por não adquirir o Q Card, que eu acho que seria mais útil para um uso contínuo do que para mim, que estava passeando. Além disso, muitas vezes eu chegava correndo na estação porque o trem já estava passando e não iria ficar nem um pouco feliz de ter que esperar mais porque perdi tempo fazendo compra de bilhete ou colocando mais crédito no cartão. Mas aí vai depender do que cada pessoa prefere, então fica a informação de que é possível.

Aplicativo para compra e uso de bilhetes
Aplicativo para compra e uso de bilhetes

O que eu mais usava e recomendo é o aplicativo do celular chamado Q-Ticketing. A grande vantagem é que você pode deixar já vários bilhetes comprados (eles valem por dois anos) e não precisa se preocupar em ter dinheiro trocado ou usar o terminal de autoatendimento. O pagamento pode ser feito por cartão de débito/crédito ou por PayPal. Daí, quando você vai embarcar, basta você escolher o bilhete que quer usar (caso tenha mais de um tipo), validar clicando sobre ele (a cor muda) e apresentar ao motorista (no caso do ônibus) ou simplesmente embarcar (no caso do light rail). Você também verá a validade – 3 horas se for um simples ou 24 horas se for um passe diário. Depois desse tempo, ele fica cinza e aparece como expired.

Uma das estações da B-Cycle
Uma das estações da B-Cycle

Também existe a possibilidade de usar bicicletas. Se por um lado o recurso é muito bom por a cidade ser bastante plana, por outro eu não vi ciclovias demarcadas (pesquisar). Outra coisa é que até quando eu estava lá ainda não havia dessas bicicletas e patinetes como da do Uber e da Yellow que podem ser acionados e deixados em qualquer lugar e já chegaram a algumas cidades do Brasil. Então dependia de encontrar uma estação e elas não eram tão comuns – vi algumas da BCycle no Hermann Park e pelo Museum District, mas tem outras empresas também.

Andando no metrô de superfície
Andando no metrô de superfície

Como se pode perceber, embora seja mais confortável andar de carro por poder sair direto de casa e ir imediatamente ao destino, também é perfeitamente possível passear e até mesmo morar na cidade sem ter um veículo próprio. Aliás, em muitos casos, eu acho até melhor usar o transporte público ou o serviço de motoristas particulares para não ter que ficar procurando vaga para estacionar (detesto). Além disso, durante os passeios eu costumava andar muito, daí teria que voltar tudo para chegar até onde tinha deixado o carro. Não, obrigado. Mas tudo vai depender do seu propósito.

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