Vista de cima da igreja

Lugano – Senta que lá vem história

Meu objetivo nessa viagem era fazer um tour completo pela Suíça, realmente conhecer bem o país e poder falar: não preciso voltar aqui de novo, já deu. Obviamente eu precisaria de muito mais tempo e dinheiro para isso, então ficou muita coisa ainda a ser vista. De qualquer maneira, valeu a pena ter concentrado as férias em um só país. De certa maneira, isso possibilita se envolver com o lugar, conhecer mais profundamente. Sinceramente, cada vez entendo menos essas viagens que passam por cinco países em duas semanas ou algo parecido. Se você, assim como eu, gosta de ficar mais íntimo do lugar para onde viaja, se informar um pouco sobre a sua história é uma boa ideia.

Pôr-do-sol visto do parque
Pôr-do-sol visto do Parco Ciani

As margens do Lago di Lugano foram habitadas desde a Idade a Pedra, há milhares de anos atrás. Evidências arqueológicas dessa ocupação foram encontradas dentro dos limites atuais da cidade. Mais recentemente, houve uma importante cidade do Império Romano ao norte, no século I a.C. Várias inscrições, tumbas e moedas indicam que os romanos também viveram no local da atual cidade de Lugano.

As primeiras menções escritas a um assentamento no local datam de um documento de 724 em que o rei Longobard cede terrenos para a igreja, mas que possui autenticidade contestada. O primeiro registo do nome data de 804 d.C., na forma de Luanasco. Já em 874, Luano. Um ato de 984 indica que ali haveria uma cidade de mercado. A partir de 1189, já aparece o nome como conhecemos hoje, Lugano. A etimologia da palavra é incerta, podendo ser uma derivação de lucus (bosque), do latino vultar lakvannus (habitante do lago) ou do Deus Lucus.

Chiesa Santa Maria degli Angioli
Chiesa Santa Maria degli Angioli

Essa região foi palco de muitas disputas nos séculos XIV e XV, durante a Idade Média. Entre os anos de 1433 e 1438, o Duque de Milão, Aloisio Sanseverino, regeu como senhor feudal de Lugano. Sob seu reino e de seus descendentes, transcorreram décadas de rebeliões e motins, que duraram até a invasão francesa, em 1499. Lugano era objeto de constantes disputas entre os duques de Como e de Milão, até que se estabeleceu sob domínio suíço em 1513. O controle da Suíça durou até as invasões comandadas por Napoleão, em 1798, que criou a República Helvética. Nessa época, Lugano era a capital do cantão de mesmo nomes, mas tinha pouca autonomia. Posteriormente, os cantões de Lugano e Bellinzona se uniram e formaram o cantão de Ticino, que perdura até os dias de hoje.

Palazzo Civico
Palazzo Civico

Em 1803, foi criado o governo municipal de Lugano. As décadas seguintes foram de avanço com a construção de prédios cívicos, abertura de novas estradas ligando as comunidades da região, a inauguração do primeiro barco a vapor do lago e o estabelecimento da malha ferroviária, que transformou a cidade em uma das principais ligações entre o norte da Itália e a parte central e norte da Europa, o que levou ao desenvolvimento do turismo e do setor de serviços.

Lugano vista do Monte Brè
Lugano vista do Monte Brè

Da metade do século XIX até 1970 a cidade registrou um constante aumento da população, principalmente entre os anos de 1880 e 1910, quando o número de habitantes dobrou. Grande parte desse crescimento se deu com a chegada de estrangeiros e pessoas de outras áreas da Suíça. Já nas últimas décadas do século XX, a população chegou a diminuir devido à tendência de abandonar as cidades e ir morar em comunidades próximas. Entretanto, nos anos 2000, várias municipalidades foram incorporadas a Lugano.

Piazza della Riforma
Piazza della Riforma

Depois da Segunda Guerra Mundial, principalmente nas décadas de 1960 e 1970, graças à abundante entrada de capital vindo da Itália, Lugano viveu um período de exponencial crescimento das atividades bancárias, se tornando o terceiro centro financeiro da Suíça, com mais de 100 instituições presentes na cidade. Comércio, turismo e finanças são os principais pilares da sua economia, atualmente.

A parte do turismo realmente me surpreendeu. Eu não conhecia nada sobre a cidade e fiquei apaixonado. Nos dois dias que fiquei por lá, tive tempo para caminhar à beira do lago, conhecer o centro histórico, curtir o Parco Ciani, visitar o Monte San Salvatore, fazer um passeio de barco e subir o Monte Brè. Para mais informações sobre cada um desses pontos turísticos, acompanhe as próximas postagens sobre a cidade de Lugano.

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