Vila de Appenzell

Appenzell – Passeio pela vila medieval

Essa vila, com cerca de 7.000 habitantes, localiza-se no menor cantão da Suíça, uma região montanhosa no nordeste do país. De fato, o grande atrativo da área é a subida no monte Säntis, de onde é possível ter a vista dos seis países que circundam os alpes suíços. Eu passei por Appenzell justamente depois de passear pelo centro histórico de St. Gallen e visitar o Säntis, o que pode ser feito a partir de um bate e volta de Zurique (eu estava hospedado em Arbon, que é bem mais próximo).

O nome Appenzell vem do latim abbatis cella, que pode ser traduzido como “célula da abadia”. Em 1071, a vila era conhecia como Abbacella. O nome mudou, a partir de 1223, para Abbatiscella. Hoje é Appenzell. A referência é a Abadia de St. Gallen, que possuía grande influência na área durante a era medieval.

Rua do centro histórico
Rua do centro histórico

Apesar de ter passado pouco tempo na cidade, deu para conhecer bem a parte mais central, caminhando meio sem rumo pelas ruas, muitas das quais fechadas para o trânsito de carros. Passei por várias lojas que vendiam produtos artesanais, mas também estabelecimentos elegantes.

A cidade possui também alguns museus de arte, um tipo de programa que eu geralmente costumo fazer. Mas, como eu cheguei lá já no final da tarde e depois de passear o dia inteiro, o foco foi em procurar um bom restaurante.

Restaurant Sonne
Restaurant Sonne

Escolhemos o Restaurant Sonne, que serve comida típica da região e me agradou bastante. Fiz uma postagem específica para falar sobre o estabelecimento, que é considerado uma das melhores opções para se alimentar na cidade. Eu gostei porque o ambiente era bem agradável, o menu possuía tradução para o inglês (uma mão na roda para mim, que não falo nada de alemão) e os pratos regionais se destacam pelo uso de ingredientes locais, principalmente o queijo.

Pfarrkirche St. Mauritius
Pfarrkirche St. Mauritius

Como eu não tinha pesquisado nada sobre a cidade, já que não estava nos planos de passeio para esse dia, abri o mapa no celular e segui em direção à Pfarrkirche St. Mauritius, pois igrejas sempre são pontos turísticos nesses lugares históricos. A Igreja Paroquial de São Maurício é o edifício mais antigo da região, construído em torno de 1069. Posteriormente, foi ampliada e reconstruída várias vezes, tendo recebido sua aparência externa atual entre os anos de 1823 e 1826. Como de costume, dei uma passeada pelo cemitério que fica atrás da igreja, observando os detalhes das lápides e seus belos jardins.

Ambiente interno da Pfarrkirche St. Mauritius
Ambiente interno da Pfarrkirche St. Mauritius

Na parte interna, destaca-se o altar principal, obra criada por Bartolomeu Cades, em 1622. Chama a atenção o trabalho em ouro, os vitrais e os afrescos, a maioria deles em estilo neogótico. Apesar de não seguir nenhuma religião, eu sempre gosto de visitar igrejas porque elas são bem representativas da arquitetura, da arte, da organização política e social, dos costumes locais e de fatos históricos diversos. Na Suíça, por exemplo, era interessante ver a diferença entre as igrejas católicas e as protestantes, já que o país viveu intensamente essa época da reforma da igreja.

Vista da parte rural da vila
Vista da parte rural da vila

Atrás da igreja é possível observar a paisagem mais rural da vila, que possui como um de seus grandes atrativos a densa rede de trilhas de caminhada. Quando eu pesquisei sobre a região, me interessou bastante as “trilhas de experiência”, como a que é feita preferencialmente com os pés descalços, sentindo os elementos da natureza como a grama, a lama, a água, as pedras. Deve ser uma experiência incrível que, infelizmente, eu não tinha tempo sobrando para incluir no meu roteiro.

Embora tenha ficado pouquíssimo tempo na cidade, pois estávamos cansados e ainda teríamos que pegar trem e ônibus para voltar para casa, deu para ter uma boa noção da vila. Se eu tiver oportunidade de voltar para essa região, mostrada no mapa acima, certamente vou me programar para fazer uma das trilhas, com sorte presenciar a cerimônia de descida do gado no outono ou outras tradições rurais e eventos culturais, como música popular e danças rústicas, além de visitar os museus e passeios próximos. De qualquer maneira, só a volta pela cidade, com seus casarões de fachadas decoradas com elaboradas pinturas, já valeu a pena.

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