Não há nada de especial em um evento que acontece absolutamente todos os dias, certo? Errado. O pôr-do-sol é quase sempre muito interessante, seja em uma região com montanhas, na praia, na cidade, ♪ na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapê ♫. O fato é que, na correria do dia-a-dia, a gente não presta muita atenção, mais preocupados em chegar logo em casa depois de um dia de trabalho ou qualquer outra coisa que nos roube a vida. Mas quando estamos de férias, o ritmo muda e buscamos esses pequenos prazeres. Não é à toa que tanta gente pesquisa sobre lugares para ver cair a tarde durante uma viagem. Na praia, o espetáculo é especialmente interessante devido ao reflexo do sol e das cores do céu no mar.
No Brasil, o sol se esconde na direção do continente, então nem todo lugar tem uma vista tão boa quanto a de Morro de São Paulo. Como se trata de uma ilha, ali é possível ter esse efeito do reflexo intenso da luz sobre a água. Mas, para isso, é preciso estar em um local estratégico, já que as principais praias da vila são voltadas para o lado leste – também é bonito, mas sem a mesma força. Para fins de organização, vou comentar os lugares que eu conferi partindo do ponto mais alto até o nível do mar.

O Farol é aquele ponto que domina a paisagem de Morro de São Paulo, podendo ser visto de vários pontos da ilha devido à sua localização no alto de um morro. Falando assim, parece o Cristo Redentor mostrado nas novelas da Globo, que passam a impressão de que ele pode ser visto e está super próximo de todas as janelas de todos os prédios de todos os bairros da cidade SQN. Mas o fato é que o local ali é realmente privilegiado pela vista e o mirante do morro é uma ótima opção para quem quer ver o pôr-do-sol. Mas atenção: não é o mirante da tirolesa, que fica para o lado direito do farol. Esse que estou falando fica do lado esquerdo, passando por uma trilha também no meio da mata. Agora ficou parecendo uma aventura selvagem, mas o acesso é bem fácil.

Mas o local mais famoso para esse momento é a Toca do Morcego, um bar com música ambiente agradável que fica na Rua Caminho do Farol, a mesma ladeira que leva até o Farol e o mirante que eu acabei de comentar. A boa notícia é que a toca está logo no começo da subida, então não é preciso fazer muito esforço para chegar até lá. O que algumas pessoas reclamam é do fato de cobrarem entrada. Eu não vejo problema, já que o valor é baixo – se você vai pagar para a família inteira, já é outra história. Mas lá vale muito a pena para relaxar, tomar uns drinks e comer uns aperitivos. A principal dica aqui é chegar no horário marcado para abrirem, pois enche bem rápido e as mesas que ficam junto ao barranco são logo ocupadas por quem entra primeiro.

Se você quiser fazer um programa mais tranquilo, na mesma rua e ainda mais próximo da vila fica o Restaurante Passárgada, que tem praticamente a mesma vista que a Toca do Morcego. Lá você não precisa chegar tão cedo, já que o local é bem menos famoso e não fica cheio. Além de não ter que pagar pela entrada, você acaba gastando menos porque as coisas são mais baratas. Das vezes que eu fui, aproveitei o momento para tomar um chá da tarde – os bolos são bem gostosos, mas também têm biscoitos, misto quente e coisas assim. Outras pessoas preferem pedir uma cervejinha. Há ainda a opção de aproveitar para já ficar lá e jantar. Seja qual for o acompanhamento, dali se tem uma visão bem ampla.

Já no nível do mar, o pôr-do-sol pode ser visto no porto no final do passeio Volta à Ilha, que chega a Morro de São Paulo no finalzinho da tarde. Outro ponto próximo bem aproveitado pelos turistas, mas que eu não cheguei a ficar até o fim do dia, é a Fortaleza de Tapirandu ou qualquer outro ponto do caminho que margeia a ilha e leva até as ruínas históricas dos fortes construídos na época em que o Brasil ainda era uma colônia portuguesa.
No mais, existem outros pontos da ilha que oferecem um bom espetáculo. Seguindo a minha postura de relatos aqui no Viajento, eu só recomendo aquilo que experimentei e aprovei. Mas sinta-se livre para explorar Morro de São Paulo pois, certamente, há muita coisa bacana para se descobrir por lá!