Sol sobre a Laguna Piedra

San Pedro de Atacama – Laguna Cejar e Ojos del Salar

Assim como o tour do Vale da Lua, esse também pode ser o primeiro passeio a ser feito a partir de San Pedro de Atacama, uma vez que está, aproximadamente, à mesma altitude da cidade, cerca de 2.500 metros do nível do mar. Além disso, as partidas geralmente são às 16h, o que permite que quem chegou à cidade no período da manhã ou no início da tarde possa começar a aproveitar o deserto no mesmo dia.

Outro motivo pelo qual eles o colocam mais para o final da tarde é, obviamente, a logística dos passeios. Os Geysers del Tatio e as Lagunas Altiplânicas tem partida bem cedinho e volta lá pelas duas da tarde, então aqueles que tem poucos dias na cidade podem emendar com os passeios do Vale da Lua ou da Laguna Cejar, por exemplo. No final do dia você fica o bagaço da laranja de tão cansado, mas cada um distribui seus dias de passeio como pode, né non?

Para esse passeio é recomendado levar jaqueta (ele dura até o pôr-do-sol, quando esfria bastante), protetor solar (um boné ou chapéu também não fazem mal a ninguém), roupa de banho e toalha (para aqueles que animarem entrar na água) e um litro de água por pessoa. Fiz esse tour com a Grado 10.

Identificação para visitar as lagoas
Identificação para visitar as lagoas

A primeira parada é na Laguna Cejar, que dá nome ao passeio vendido pelas agências, à cerca de 20 km da cidade de San Pedro de Atacama. Pouco antes da chegada, a agência recolhe a taxa de entrada que não está inclusa no passeio. O uso da pulseira é obrigatório para quem deseja entrar na água. O que pouca gente sabe é que é proibido entrar na Laguna Cejar – na verdade o banho é feito em outra lagoa, ao lado.

Laguna Cejar
Laguna Cejar

Aliás, a Cejar estava com pouquíssima água, talvez pela época do ano em que eu fui – maio. Pelas fotos que eu tinha visto antes da viagem, essa parte branca fica toda coberta. Eles têm uma barreira que limita até onde os turistas podem ir para evitar danos ao meio ambiente, então o que eu vi foi um solo branquinho de sal e, lá no fundo, um pouco de água. Bonito, mas sem muito o que fazer além de tirar algumas fotos rápidas. Provavelmente fica mais bonita no começo do ano, a época das escassas chuvas.

Laguna Piedra
Laguna Piedra

A Laguna Piedra, a poucos passos da primeira, estava mais interessante visualmente. Nessa nós podemos chegar pertinho da água e ver o bonito efeito de reflexo na superfície. Aliás, são várias pequenas lagoas que você pode ver, mas não entrar.

Banhistas na lagoa
Banhistas na lagoa

O tempo nessa parte do passeio é limitado, pouco mais de uma hora, e a maioria das pessoas aproveita o tempo para entrar na água daquela que é destinada a isso. Na lagoa, não é permitido o uso de bloqueador solar e nem de chinelos ou sandálias. Como faz um sol do capeta, eu recomendo que você passe filtro solar antes de chegar ao local para dar tempo de ser absorvido pela pele. Ali tem desde as partes mais rasas, em que é possível ficar em pé, até outras mais profundas onde se pode tentar mergulhar.

Boiando na lagoa salgada
Boiando na lagoa salgada

Eu disse tentar mergulhar porque, literalmente, não é possível. O grande destaque do banho nesse passeio é que você flutua na água devido à grande quantidade de sal na água, maior que a do Mar Morto. Você fica na superfície sem qualquer esforço, nem precisa saber nadar.

Uma boa dica: entre já na parte funda, mas para o fim da lagoa e deixe o seu chinelo por perto. Assim você evita caminhar pela parte rasa e ao redor da lagoa descalço. O solo, coberto de cristais de sal, machucam bastante os pés. Imagine que você estará pisando em várias pedrinhas pontiagudas que, além de causar desconforto e dor, podem chegar a cortar a sua pele.

Braço coberto de sal depois de sair da lagoa
Braço coberto de sal depois de sair da lagoa

Como a água é muito salgada, recomendo nem tentar afundar. É normal que a boca fique bastante ressecada nesses dias passados no deserto, chegando a ficar rachada. Ou seja, se você molha a boca, além de piorar, ainda vai sentir dor. A mesma coisa com os olhos: pede para morrer. Aliás, você vai ter uma noção melhor da quantidade de sal quando sair da água e rapidamente secar no sol (o que é ótimo, já que a água é bem gelada). A pele fica branquinha, coberta de sal.

Ducha e vestiários
Ducha e vestiários

Também é importante calcular bem o tempo que você ainda tem disponível para ficar no local de acordo com o horário marcado pelo guia para partida. Lembre-se que você ainda precisará se lavar para tirar todo esse sal e usar o vestiário para trocar de roupa. Pode ser que tenha uma fila de pessoas e isso leve mais tempo que o esperado, já que todas as agências fazem os passeios nos mesmos horários. Uma dica importante é que há duchas do lado de trás dessa estrutura.

Um dos Ojos del Salar
Um dos Ojos del Salar

Dali nos dirigimos até duas lagoas chamas Ojos del Salar, provalmente denominadas assim devido ao seu formado redondo. Ali também é permitido nadar, dessa vez em água doce. Mas essas lagoas são bem profundas (pelo que eu li, cerca de 40 metros) e, como não há a grande quantidade de sal da Laguna Piedra, você não irá flutuar naturalmente. Do meu grupo, ninguém animou de entrar. Mesmo porque, já havíamos entrado na outra, lavado o sal do corpo, trocado de roupa, repassado o filtro solar, enfim.

O guia sugeriu que nós subíssemos em cima do ônibus para tirar fotos da paisagem e depois perguntou se gostaríamos de ficar ali até a próxima parada, já que é um trajeto bem curto. O visual de cima é realmente ótimo, mas dá uma certa insegurança porque nem todo mundo consegue ficar na parte em que tem uma barra para se segurar. Mas foi ótimo, todo mundo aproveitou e ninguém morreu – não façam isso em casa.

Laguna Tebinquiche
Laguna Tebinquiche

Em cima da boleia do caminhão, chegamos até a Laguna Tebinquiche. Com o sol quase se escondendo no horizonte, as montanhas adquiriram uma tonalidade rosa muito linda. Além disso, o reflexo nas águas sempre dá um efeito especial às fotos. Assim como a Laguna Cejar, imagino que essa fique mais cheia em outros momentos do ano. Mas estava bem bonito mesmo assim.

San Pedro de Atacama, Laguna Tebinquiche brinde

Enquanto os turistas passeiam e tiram suas fotos, o guia e o motorista da empresa vão preparando o lanche do fim da tarde. Foram servidos biscoitinhos tipo Salpete, amendoins, azeitonas, salame, queijo tipo Polenguinho e batata frita tipo Ruffles. Para beber, além dos sucos, ofereceram taças de pisco sour. Como ali não dava para preparar o drink propriamente dito, era de uma dessas garrafas em que já vem pronto. Aproveitamos para fazer um brinde ao pôr-do-sol antes de voltar para San Pedro de Atacama.

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