Ballenberg, Freilichtmuseum der Schweiz

Brienz – Ballenberg, um museu suíço ao ar livre

Enquanto eu estava em Berna, aproveitei para fazer passeios próximos e um deles foi a visita a esse museu que fica em Brienz. O trajeto é de uma hora de meia de viagem, o que permite um bate e volta no mesmo dia – principalmente se considerar que o trajeto para chegar lá é bonito e pode ser apreciado. Eu fiz a ida de trem + ônibus e aproveitei a volta para fazer um passeio de barco pelo lago Brienz.

O Ballenberg, Freilichtmuseum der Schweiz é um museu diferente. Inaugurado em 1978 com apenas dezesseis construções, o local agora conta com mais de 100 estruturas tipicamente suíças de todas as regiões do país, antes voltadas para residência e agricultura, mas que tiveram que dar espaço para construções mais modernas. Desde os anos 1970, antigas propriedades rurais que incluem casas de fazenda, estábulos, padarias, celeiros e outras construções deixaram de ser demolidas para serem desmontadas, peça por peça, e reerguidas no Ballenberg, espalhados em 66 hectares de área verde.

Mapa completo do museu
Mapa completo do museu

O local é realmente grande (clique na imagem acima para vê-la maior), então é necessário reservar um dia inteiro para fazer a visita. Caso você esteja indo de transporte público, como foi o meu caso, o ideal é chegar por uma entrada e sair pelo outro lado do parque, assim você não precisa refazer todo o caminho de volta. Também é importante pesquisar antes os dias e horários de funcionamento na página oficial para não correr o risco de perder a viagem. Já adianto que o local fica fechado durante os meses de outono e inverno. Portanto, o funcionamento vai do meio de abril a outubro. Eu fui em maio e entrei de graça usando o Swiss Travel Pass.

A casa de um fazendeiro rico
A casa de um fazendeiro rico

O parque é dividido em áreas representando diferentes regiões da Suíça, seu estilo de construções, costumes e organização social. O passeio é interessante porque você pode entrar em todas as estruturas, que possuem todos os cômodos decorados e textos com explicações. Na prática, é como se a gente estivesse visitando dezenas de museus em um só dia e é isso que torna o passeio tão interessante (e cansativo, não tem como negar). O legal é que tem uma variação boa, indo desde as casas onde viviam os donos de fazendas e indústrias, até aquelas onde ficavam os trabalhadores mais humildes.

Cozinha de uma das casas
Cozinha de uma das casas

O local não tem cara de museu tradicional, com peças em exposições intocáveis. Pelo contrário, é tudo bem interativo e na maior parte do tempo você passa sozinho pelos ambientes, abrindo as portas e gavetas para descobrir o que tem lá dentro. Obviamente que você não pode pegar todas as coisas e nem deve tirar nada de lugar para não descaracterizar o lugar, mas vale usar o bom senso. No geral, você fica com aquela sensação de liberdade total. Eles também têm o cuidado de deixar os espaços funcionando, então você verá cozinhas com a lenha queimando, moinhos girando, plantações sendo regadas e coisas do tipo.

Drogaria antiga
Drogaria antiga

Também gostei bastante de como funcionam as lojas no interior do parque porque nada parece forçado. A drogaria, por exemplo, fica ao lado de uma plantação de ervas medicinais e um apiário. Você pode passar pelo jardim e ver as plantas, até experimentar se quiser. Lá dentro, a decoração antiga dá um clima interessante, mas são vendidos produtos atuais e aproveitei para comprar uns chás bem gostosos.

Fabricação de chapéus artesanais
Fabricação de chapéus artesanais

Ainda é possível visitar locais específicos onde são produzidos chapéus, roupas, pães, queijos, ferragens, cerâmicas, sapatos, esculturas de madeira, chocolates e outras coisas. O parque é literalmente uma grande comunidade em funcionamento, onde os artesãos trabalham com ferramentas tradicionais e o público pode conhecer como era a produção há tempos atrás. São cerca de 200 pessoas que prestam serviços no local durante a temporada de primavera e verão, fazendo com o que museu seja também um dos mais importantes empregadores da região.

A bela paisagem natural
A bela paisagem natural

Ainda que você não queira entrar em muitos estabelecimentos e ler as descrições para conhecer a fundo a cultura rural do país, só de visitar as casas e curtir paisagem do parque e a vista da região já vale a pena a visita, com sua grande área natural, estradas de terra, caminhos entre as árvores, lago e montanhas.

Animais criados soltos no pasto
Animais criados soltos no pasto

Também é possível ver várias criações de animais, tanto no espaço aberto quanto em ambientes internos. Vi muitos patos, galinhas, gado, porcos, cavalos, ovelhas, abelhas e outros bichos diversos. São cerca de 250 animais domésticos criados em grandes espaços. Em alguns horários, os portões de alguns desses lugares são abertos para que os visitantes experimentem na prática os cuidados envolvidos nessas criações. Obviamente também é possível ver aqueles que estão no habitat natural, principalmente pássaros.

Quinta onde funciona um dos restaurantes
Quinta onde funciona um dos restaurantes

Enquanto alguns lugares são bem rurais, outras partes do parque se assemelham mais a pequenas cidades do interior. Em ambos os casos, há restaurantes ou lanchonetes por perto, com opções que vão do mais rústico ao mais refinado (do preço alto ao absurdo, pelo menos para nós, brasileiro). As informações sobre os restaurantes podem ser acessadas na página oficial, na qual também é possível entrar em contato para fazer reservas.  Para economizar um pouco (ou muito), eu preferi levar meu próprio lanche, já que também há áreas livres para piqueniques. Nessa quinta funciona a Osteria Navazzano e várias mesas são dispostas no pátio, então sentei por ali mesmo para comer à sombra.

Carruagens são o táxi do parque
Carruagens são o táxi do parque

Como eu disse no início, o museu é bastante extenso e leva um bom tempo para ser explorado. Caso você esteja cansado de andar, há a opção de pagar para ser transportado de carruagem – o valor varia de acordo com a distância. Eu acabei fazendo tudo a pé mesmo, mas confesso que não deu tempo de ver tudo: também há cursos, apresentações teatrais e outros eventos diversos. Além disso, a cada ano é escolhido um tema para ser foco de exposições temporárias e atividades. Sim, deu vontade de voltar mais vezes e aproveitar mais!

 

Anúncios

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s