Kunsthaus Zürich

Zurique – Kunsthaus Zürich

O Kunsthaus Zürich foi o museu de Zurique que eu mais gostei de visitar, pois é bem organizado e possui uma rica e interessante coleção de obras de arte. O museu encontra-se em frente à praça Heimplatz, onde há uma parada do tram com o nome do museu. Também dá para ir andando do centro histórico até lá, muito tranquilo de chegar.

Infelizmente essa atração não está inclusa no Swiss Travel Pass, um passe vendido para turistas que inclui a maioria dos museus do país, além do uso ilimitado de todos os transportes públicos e descontos diversos. Informações atualizadas sobre dias de abertura, horário de funcionamento e exposições temporárias e outras podem ser acessados na página oficial.

Para a compra do ingresso, você deverá primeiro decidir se quer ver a coleção permanente, a exposição temporária ou ambos – escolhi a última opção. Quando eu fiz o passeio, a mostra especial era focada nas obras de Ernst Ludwig Kirchner, mestre do expressionismo, na época em que morou e produziu em Berlim (1911 a 1917). Obviamente tive que conferir e comprei a minha entrada com desconto de estudante. Menores de 16 anos entram de graça. Todas as opções incluem guia de áudio, mas eu nem peguei porque isso exige uma visita com mais tempo ou focada em apenas uma área.

Loja do museu
Loja do museu

O Kunsthaus conta com uma grande loja, onde são comercializados produtos relacionados às obras expostas no museu. Já a biblioteca, de uso livre para qualquer visitante, fica em outro espaço e possui um acervo focado em publicações sobre arte dos séculos XIX a XXI, com cerca de 250.000 volumes. Os empréstimos são feitos para pessoas cadastradas. Outro atrativo é o restaurante, com gastronomia voltada para a culinária mediterrânea e influências mundiais.

Assim como a maioria dos museus e galerias de arte, não é permitido entrar com mochilas nas costas. Os armários estão disponíveis para uso gratuitamente, mas é preciso ter uma moeda de 2 francos para liberar a chave (o valor é devolvido quando você destranca o armário para resgatar seus pertences). Os armários são grandes o suficiente para comportar malas.

Aberto em 1910, o Kunsthaus é estruturado ao mesmo tempo como museu e galeria de arte, oferecendo uma importante coleção de pinturas, esculturas e instalações. Estão expostos trabalhos do mundo ocidental a partir do século XIII. Grande parte dos desenhos, impressões, fotografias e vídeo artes são exibidas em exposições temporárias.

A coleção permanente do museu pode ser dividida em quatro temas: velhos mestres; artistas suíços; do impressionismo ao modernismo clássico; e de 1945 ao presente. As obras estão expostas nos dois andares superiores. Uma parte do andar térreo e o subsolo estão atualmente fechados para reformas de uma extensão projetada por David Chipperfield, que será inaugurada em 2020.

Velhos Mestres
Velhos Mestres

A coleção Velhos Mestres possui esculturas medievais e painéis em estilo gótico, com destaque para os trabalhos do século XVII dos holandeses, como Rembrandt. Também estão expostas, embora em número menor, obras da mesma época feitas em Roma, trabalhos provenientes de Veneza e pinturas menos usuais de artistas da cidade.

O tema mais trabalhado nessa época era a religiosidade e a vida no campo, com quadros bem coloridos. Confesso que não é o tema que mais me atrai, mas não dá para negar a beleza desses quadros.

Artistas Suíços
Artistas Suíços

Os artistas locais são o foco nas salas de Artistas Suíços, com coleção de pinturas dos séculos XIX e XX, com paisagens, mundos fantasiosos, realismos e avant-garde – uma diversidade muito interessante de temas e estilos.

Um dos grandes destaques é Alberto Giacometti, famoso pintor, desenhista e escultor, conhecido por suas obras pós-impressionistas.

Do Impressionismo do Modernismo Clássico
Do Impressionismo do Modernismo Clássico

Talvez a maior atração do museu seja Do Impressionismo ao Modernismo Clássico, já que reúne pinturas e obras de alguns dos maiores nomes da arte. A coleção francesa possui um grande número de trabalhos de Claude Monet, dos quais se destacam as imensas pinturas de lírios. Do começo dos anos 1900, há importantes peças de Gauguin, Cézanne e Van Gogh. Inovações estéticas são trazidas por Matisse, Picasso, Léger e Chagall.

Há ainda alguns vestígios do movimento dadaísta, que surgiu em Zurique em 1916 e pavimentou o caminho para os surrealistas Ernst, Miró, Dalí e Magritte. Também da cidade está presentada a arte concreta, que depois foi desenvolvida e evoluída para o construtivismo de Mondrian e De Stijl.

De 1945 ao Presente
De 1945 ao Presente

Na parte mais moderna do museu está na coleção De 1945 ao Presente, que possui obras do pós-guerra de artistas americanos Pollock e Newman, bem como da Pop Arte de Hamilton, Warhol e Lichtenstein. Essa parte também conta com esculturas, fotografias, vídeos e outras instalações.

Obviamente, nessa postagem só citei alguns dos artistas mais famosos, mas há obras assinadas por nomes diversos. Além disso, a coleção do museu está em constante crescimento, então os visitantes podem esperar ser surpreendidos por novas aquisições, principalmente de obras contemporâneas. Além, é claro, das exposições temporárias, que são sempre muito interessantes por focar em um artista ou determinado período, muitas vezes reunindo trabalhos nunca antes expostos no país.

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