Lago Tititcaca

Copacabana – Como chegar partindo de La Paz

A maioria das pessoas que viajam até Copacabana partem de Puno, caso venham do Peru, ou de La Paz, se já estiverem na Bolívia. O meu trajeto foi a partir da capital boliviana. Eu já tinha data certa e hospedagem reservada pelo Booking.com quando fui para Copacabana, mas não havia comprado passagens internas de ônibus, já que não era necessário programar com antecedência. A minha ideia era ir no dia até a rodoviária e pegar o primeiro ônibus para a cidade – são apenas 150km e há várias saídas por dia. Mas acabei perguntando no hotel sobre o trajeto e o rapaz da recepção me disse que poderia agendar e o ônibus buscava na porta. O valor era o mesmo que eu pagaria na passagem do transporte saindo da rodoviária e não teria que pegar taxi, então só vi vantagens.

No dia seguinte, o ônibus da empresa Diana Tours chegou no horário marcado, às 7:45. Como não teríamos muito tempo para tomar café da manhã, o pessoal do Casa de Piedra Hotel Boutique foi mega atencioso e preparou uma marmitinha de café da manhã para levarmos, sem nem a gente pedir. Esse tipo de preocupação me fez gostar ainda mais da hospedagem. É um ônibus simples, sem ar-condicionado, mas confortável – eu fiquei com medo de ser uma van, que eu não gosto muito porque acho menos seguro, mas era um ônibus de tamanho normal de viagem mesmo.

Depois ainda passamos em outro lugar para pegar mais alguns passageiros, mas foi bem rápido porque o ônibus acabou indo bem vazio. Isso foi ótimo porque podíamos trocar livremente de assento para um lado ou outro, dependendo de onde estava mais interessante a paisagem.

Tudo bem que no começo da viagem é aquela parte ainda urbana, com casas meio feitas e sem muitos atrativos. Mas logo pegamos a estrada e começamos a cruzar pequenos povoados e extensas fazendas com criação de gado. Eventualmente conseguimos avistar o lago e tudo fica maravilhoso! Nesse momento, o ideal é estar sentado do lado esquerdo.

Balsa que faz a travessia do ônibus
Balsa que faz a travessia do ônibus

Depois de cerca de 110 km percorridos em umas duas horas de viagem, chegamos ao pequeno povoado de San Pablo de Tiquina. Ali, todos os passageiros precisam descer do ônibus, já que ele será transportado através do Estreito de Tiquina até a outra margem. As bagagens ficam dentro do ônibus, mas eu desci com a minha mochila porque não me sinto muito seguro em deixar pertences pessoais sem a devida supervisão pessoal. Além disso, as balsas que fazem o transporte dos ônibus tem um aspecto nada confiável – e o medo daquilo afundar e levar junto a minha mala? Pelo menos meu passaporte, meu celular, minha carteira e outras coisas de valor eu tinha que manter comigo!

Bilheteria para pagar a lancha que atravessa o Estreito de Tiquina
Bilheteria para pagar a lancha que atravessa o Estreito de Tiquina

Além do mais, é preciso levar dinheiro para pagar a travessia – os passageiros vão separados do ônibus (oh, glória) em uma pequena lancha. Quando eu fui, no meio de 2016, estava custando apenas 2 pesos. Baratinho. Mas também a travessia é rápida, já que o estreito tem cerca de 800 metros de uma margem à outra e o “passeio” de barco dura poucos minutos.

Lancha para passageiros
Lancha para passageiros

Depois que você chega à outra margem, em San Pedro de Tiquina, você tem um bom tempo para tirar fotos do lago e das redondezas até fazerem a travessia da balsa que traz o ônibus. Como chegam vários ônibus mais ou menos no mesmo horário, ficam ali alguns grupinhos de passageiros esperando. Aliás, é importante prestar atenção em qual é o seu ônibus para não correr o risco de entrar no errado – eu mesmo fiquei na dúvida de qual era o meu, mas conferi no celular porque eu tinha tirado uma foto. Não há muito o que fazer na cidadezinha. Ali nas redondezas tem uma pracinha com coreto, um mercado com barracas cheias de lanche e coisas assim. Dá para comprar alguma coisa para beliscar no caminho, caso você esteja ou vá ficar com fome.

Montanhas nevadas vistas no trajeto
Montanhas nevadas vistas no trajeto

Depois de um tempinho de espera, entramos novamente no ônibus com destino a Copacabana. Serão mais cerca de 40 km de estrada, sendo que dessa vez podemos ver o lago hora na direita, hora na esquerda. Para complementar a paisagem nesse dia lindo de céu azul, porém com nuvens bem dramáticas, tivemos a oportunidade de avistar o pico de montanhas nevadas bem ao fundo.

Menos de uma hora depois, já avistamos o destino final. Copacabana fica entre dois montes, à beira do lago. Já ficou repetitivo, mas devo comentar que a vista é bem impressionante. Se você reparar bem, é possível identificar a Basílica de Nuestra Señora de Copacabana, que se destaca com sua cor branca em meio aos outros edifícios. À direita está o Cerro Calvário, um morro que subimos depois nesse mesmo dia para ver o pôr-do-sol. Já à esquerda, está o monte La Horca del Inca, também conhecido como Pachakata.

Vista da cidade
Vista da cidade

Chegando em Copacabana, paramos no escritório da empresa, bem próximo à praça principal e de onde poderíamos ir caminhando até nossa hospedagem, no Hotel Lago Azul. Aproveitamos que já estávamos por lá para comprar a passagem de ônibus a Puno, no Peru, para dois dias depois. E assim acabou a viagem entre La Paz e Copacabana, que, apesar de durar umas quatro horas, eu considerei como um passeio turístico devido às vistas que tivemos do lago durante o trajeto.

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2 comments

  1. E de copacabana para la paz? sabe dizer se tem bastante onibus e opções para p trajeto? pretendo fazer no fim da tarde

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