Copacabana vista do Lago Titicaca

Copacabana – Senta que lá vem história

Quando nós, brasileiros, ouvimos falar de Copacabana, fazemos uma relação imediata com a famosa praia do Rio de Janeiro. Mas também é uma pequena cidade boliviana às margens do lago Titicaca, muito procurada por turistas e religiosos. Ali estaria a origem do nome.

Copacabana pode ter vindo da língua quéchua, falado na região central dos Andes há sabe-se lá quanto tempo e adotado pelo império Inca quando da sua ascensão no século XV, no período pré-Colombiano. O idioma também foi usado pelos espanhóis, principalmente nas pregações realizadas pela Igreja Católica com os indígenas. Em quéchua, kupa kawana significa “lugar luminoso”, “praia azul” ou “mirante do azul”.

Outra versão aponta que o termo se originou da língua aymara, que era a mais comum entre os bolivianos antes do domínio inca. Aliás, o aymara ainda é falado por mais de 1 milhão de habitantes do país. O termo kota kahuana significa “vista do lago”.

Uma terceira (talvez mais aceita) possibilidade é que a cidade é chamada assim pela adaptação para o espanhol do nome de uma divindade andina, que seria equivalente à deusa grega Afrodite ou a romana Vênus. Copakawana era cultuada para favorecer a união e a fecundidade e habitava o lago Titicaca, onde tinha uma corte formada por homens e mulheres que eram metade peixe, metade humanos, como as sereias. Esses seres míticos estão representados em diversas cerâmicas, madeiras entalhadas e em templos católicos.

Basílica de Nuestra Señora de Copacabana
Fachada da basílica

Antes de 1534, Copacabana era ocupada pelos incas, que utilizavam o local para acesso às ilhas do lago Titicaca, lugares de adoração e rituais. Originalmente, o espaço era de povoado pelos aymaras, que foram dominados pelos incas, que foram massacrados pelos espanhóis. Com a chegada dos europeus, Copacabana se tornou o centro das missões dominicanas. Décadas depois, estes foram substituídos pelos franciscanos. O fato é que a igreja construiu no século XVI, no local onde se encontrava o templo pré-colombiano, a Basílica de Nuestra Señora de Copacabana. A religião católica adotou a divindade adorada pelos indígenas, que acabou por se tornar a santa padroeira da Bolívia. Ao longo dos anos, principalmente na época dos conflitos revolucionários pela independência da colônia, a basílica foi bastante saqueada e perdeu a maior parte de seus ricos ornamentos. De qualquer maneira, a região é muito visitada tanto por indígenas quanto por católicos.

Barcos no porto do Lago Titicaca
Barcos no porto do Lago Titicaca

Além do turismo religioso, muitas pessoas visitam a cidade como ponto de partida para ir à Isla del Sol e à Isla de la Luna. As águas frias, a cerca de 3.800 metros de altitude, também são utilizadas a prática de esportes e passeios de barco e pedalinhos.

A cidade em si não é atrativa do ponto de vista estético, com boa parte de suas construções sem acabamento. Mas possui bons hotéis e restaurantes, onde é possível comer trutas frescas capturadas do lago, além dos diversos sítios históricos que podem ser visitados nas proximidades.

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