Forte Munot

Schaffhausen – Forte Munot

A ideia para esse passeio era começar o dia bem cedo, fazer o tour de barco pelas Cataratas do Reno, conhecer o Schloss Laufen e depois andar pelo centro histórico de Schaffhausen. Como saímos tarde de casa e começou a chover bastante no meio do dia, essa última parte dos planos ficou prejudicada. Ainda assim deu para visitar a fortaleza dessa cidade medieval que fica bem próxima da fronteira com a Alemanha.

A cidade surgiu por causa de Rheinfall, como as quedas são chamadas em alemão. À época, os navegantes precisavam de algum assentamento onde descarregar e armazenar os bens para evitar as corredeiras, que não eram navegáveis. Obviamente que também era necessária uma fortaleza para proteger a região, marcada por conflitos constantes. Por isso foi construído, entre 1564 e 1589, o Munot. Símbolo maior da cidade, o forte pode ser visto a quilômetros de distância.

Canhão mirado para a cidade
Canhão mirado para a cidade

Depois de Schaffhausen se juntar à Suíça, em 1501, decidiu-se por reforçar as defesas da cidade. Após anos de planejamento, os conselhos decidiram pela construção de um novo forte de artilharia. A grandiosidade do edifício, entretanto, sugere que ele não servia apenas para a proteção, mas também como forma de prestígio. De fato, ele só foi ocupado militarmente uma vez, em 1799, pelos franceses.

No início do século XIX, as fortificações da cidade perderam a sua função e ficaram abandonadas. Em 1826, Johann Jakob Beck, um professor de desenho e artista, iniciou os trabalhos da fortaleza, então funcionando como uma pedreira e correndo riscos de desmoronamento. Anos depois, o Munot foi reinaugurado com discursos, música e outros eventos, passando a servir como atrativo turístico.

Veados vivem no fosso do forte
Veados vivem no fosso do forte

Meu acesso ao forte se deu pelo parque Rosengarten Munot, que fica na parte superior da cidade e possui belos jardins com roseiras. Fiz esse passeio na primavera, mas elas ainda não estavam florescidas. Ainda assim valeu a pena passar por lá, já que o gramado estava bem verde e as árvores cheias de folhas. De qualquer maneira, o primeiro ponto de interesse do forte em si que eu vi foi o Munotgraben, o fosso que servia como obstáculo para possíveis invasores. Devido à sua localização, ele nunca chegou a ser preenchido com água. Desde 1905, funciona como moradia para uma colônia de veados.

Casamata do forte
Casamata do forte

A entrada me levou diretamente para a casamata, a parte baixa da fortificação destinada à instalação de armas de fogo nas estreitas janelas, alojamento de soltados e armazenamento de munições. Com uma vasta área, a Kasematte possui teto maciço com espessura de quatro metros, cheio de cascalho e apoiado por nove pilares. A iluminação natural se dá através de quatro eixos circulares. Esse espaço já foi utilizado para apresentação de peças teatrais e concertos.

Rio Reno visto do forte
Rio Reno visto do forte

Das janelas é possível ter uma boa visão de toda a cidade e do rio Reno. Também é possível ver o Munotrebberg, espaço em que estão plantados 49 ares de videiras pinot noir e 27 ares de tokay ou pinot gris. A produção pertence à cidade e rende, por ano, de 5.000 a 7.000 litros de vinho. Dá para ver uma parte no canto inferior direito, mas as videiras ainda estavam muito pequenas no início da primavera.

Rampa de acesso à parte superior
Rampa de acesso à parte superior

Dali subimos por uma rampa circular para o Munotwächterin, o pátio superior aberto que proporciona a vista de 360° de toda a região. Ali ficam alguns canhões apontados para a cidade. O sino é tocado todos os dias, às 21h, por um guarda que mora na torre. Nos tempos medievais, esse era o sinal que indicava o momento de fechar os portões da cidade e dos estabelecimentos.

Pátio com vista de 360°
Pátio com vista de 360°

Nesse espaço são realizados shows, apresentações, festas, exibições de filmes, jantares, aulas de dança e outros atrativos organizados pelo Munotverein, que administra o forte. O local também pode ser reservado para eventos particulares, como casamentos. Como estava esse clima chuvoso, não tinha ninguém por lá e também não havia muito o que se fazer além de tirar fotos da vista.

Vista da cidade
Vista da cidade

Foi uma pena que tenha chovido no dia, pois lá de cima dava para ver que a cidade é muito bonita. As ruas do centro histórico são fechadas para o tráfego de carros, o que proporciona um passeio tranquilo entre as construções do período gótico e barroco. Ficou a vontade de voltar para lá em uma próxima oportunidade, me hospedando no Dachsen Youth Hostel, que funciona à beira das Cataratas do Reno.

Escada de que liga o centro histórico ao forte
Escada de que liga o centro histórico ao forte

Outra opção de acesso ao forte é pela escadaria que parte do centro histórico. Seja qual for o ponto de entrada e saída, a visitação é gratuita, com horário variando de acordo com a estação do ano. Para visitas guiadas, é preciso fazer reserva pela página oficial e pagar uma taxa.

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