Tulipas na beira do lago

Arbon – Caminhada pela orla do Lago Constança

O lago Constança – Bodensee, em alemão – é o terceiro maior da Europa, com 571 km2, a 395 metros acima do nível do mar. No ponto mais profundo, chega a ter 252 metros e localiza-se entre a Suíça, Alemanha e Áustria, ao norte dos alpes. O lago foi formado na era do gelo pelo Glaciar do Reno.

Há cerca de 10.000 anos atrás, o Obersee e o Untersee eram um único lago, mas a erosão descendente do Alto Reno fez com o que o lago se afundasse gradualmente e surgisse a divisão. Os rios que alimentam as águas carregam sedimentos dos alpes para o lago, diminuindo gradativamente a sua profundidade e a extensão do litoral no sudeste.

Na Suíça, uma das cidades à beira do lago é Arbon, onde fiquei hospedado na casa de amigos. Usei Arbon como base para fazer passeios de bate-e-volta para outras cidades da região, mas também aproveitei a oportunidade para conhecer a cidade, que não seria um destino turístico óbvio da Suíça. Um dia por lá é o suficiente para visitar os principais pontos turísticos. Um dos atrativos é justamente a agradável caminhada pelo calçadão à beira do lago.

Cisnes são frequentes no lago
Cisnes são frequentes no lago

Um bom ponto para começar a caminhada é na ponte que passa sobre o rio Aach. Ela marca a divisão entre Arbon e Steinach, uma comunidade com pouco mais de 3 mil habitantes. Em toda a extensão do lago é possível avistar cisnes, mas ali a concentração estava maior. Vimos, inclusive, um ninho com um cisne chocando ovos, muito bonito.

Promenade do Lago Constança
Promenade do Lago Constança

O promenade à beira do lago é ótimo para dar uma caminhada e andar de bicicleta. No dia que eu fui estava um clima friozinho bem gostoso, sem sol – eu tenho pavor de calor porque queimo muito fácil, então tenho que passar protetor, andar de boné, etc. De qualquer maneira, ali isso não seria um problema porque grande parte do caminho é coberto pelas árvores. Ao longo do trajeto, há alguns bancos voltados para o lago, então dá para fazer algumas pausas para contemplar a paisagem.

Há também alguns desses binóculos que a gente vê em vários pontos turísticos. O interessante é que é possível ver a Alemanha do outro lado do lago e a Áustria à direita. Além disso, em dias de céu limpo, é possível enxergar os alpes suíços, incluindo o Säntis, que fica a cerca de 30 km dali.

Jakob-Züllig-Park
Jakob-Züllig-Park

Outro ponto de interesse ao longo do passeio é o Jakob-Züllig-Park. Esse agradável parque urbano possui um coreto e um extenso gramado onde são realizadas apresentações artísticas e eventos diversos, inclusive com a instalação de diversas barraquinhas de comida e produtos internacionais do Festival de Cultura Internacional, que acontece no local desde 2010, sempre em maio ou junho.

Ali no parque também há vários banquinhos para quem quiser fazer uma pausa para descansar ou lanchar. Além disso, há um banheiro público.

Jardim do Jakob-Züllig-Park
Jardim do Jakob-Züllig-Park

Como eu fui para a Suíça a primavera, ainda estava fazendo um friozinho gostoso. Era começo de maio e os jardins estavam com tulipas recém florescidas, algumas ainda se abrindo, muito lindas. Andando pela cidade encontramos essas flores das mais diversas flores e, é claro, ficamos encantados. Definitivamente, esse é um passeio para ser feito com calma, apreciando a beleza nos detalhes.

Fonte das Ninfas
Fonte das Ninfas | August Bösch, 1907

Em frente ao parque, às margens do lago, fica a escultura Nymphenbrunnen, que pode ser traduzida como “fonte das ninfas”. A obra de August Bösch data de 1907 e mostra duas ninfas e um sátiro, ambos figuras provenientes da mitologia grega. As ninfas eram espíritos menores e femininos da natureza que habitavam espaços como lagos, riachos, bosques, florestas, prados e montanhas. Já o sátiro, também um espírito menor da natureza, era uma mistura de homem com bicho. O corpo com formas humanas possuía cauda e orelhas de asno ou cabrito, pequenos chifres na testa, nariz achatado, lábios grossos e barba longa. Os sátiros e as ninfas mantinham relações sexuais, o que sugerido na obra que retrata seus corpos nus e em um movimento que lembra uma brincadeira de perseguição.

Barcos no porto
Barcos no porto

Essa área também é marcada pela presença de barcos, já que ali está o porto. Eu recomendo caminhar pela passarela que adentra pelo lago para ter a vista da cidade de um ponto mais distante.

A maioria das lanchas são particulares, mas é desse porto que saem também as excursões pelo lago, bem como a viagem que liga Arbon a Langenargen, na Alemanha.

Parte moderna da cidade
Parte moderna da cidade

O porto fica na metade da extensão do calçadão, que tem 3 km ao todo. Dali é possível continuar caminhando na beira do lago – mais para a frente há a Schwimmbad Arbon, uma piscina ao ar livre que fica aberta na primavera e no verão, e o Seepark, uma grande área gramada. Eu acabei não seguindo a caminhada, já que preferi subir a partir do porto para conhecer o centro histórico.

Schwimmbad e Seepark
Schwimmbad e Seepark

Mas pude ter uma vista da piscina e do parque da torre do museu e, no final do dia, do Bistro Turm, um pub que funciona no último andar da torre Schädlerturm. Aliás, já fica aqui a dica para terminar o dia por lá, já que o local oferece uma vista linda em 360° da cidade e é um ótimo ponto para apreciar o pôr-do-sol.

Anúncios

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s