Flutuação no rio Formiga

Barreirinhas – Flutuação no rio Formiga

Um dos passeios que fizemos enquanto estávamos em Barreirinhas, principal cidade base para visitar os Lençóis Maranhenses, foi uma relaxante flutuação de boias pelo rio Formigas, também chamado de boia cross. Eu vou ser bastante sincero: esse foi o passeio menos empolgante da região. Para mim, só vale a pena incluí-lo no roteiro se você tem dias sobrando na cidade, como era o meu caso. O fato é que a descida pelo rio é realmente bem gostosa, já que você não precisa fazer nada além de ficar deitado enquanto é levado pela correnteza. O trajeto até lá, entretanto, não é tão prazeroso. Como esse passeio é geralmente feito pela manhã, é possível combiná-lo com uma visita aos Lençóis Maranhenses pela tarde, horário melhor para ver as dunas, lagoas e pegar o pôr-do-sol. Foi assim que fizemos.

Viagem pela rodovia para flutuação no rio
Viagem pela rodovia para flutuação no rio

Saímos do hotel por volta das 8:15 da manhã em direção ao Restaurante Terral. Quem nos levou de lancha foi a Josiane, uma das donas da Pousada Sossego do Cantinho. Quando chegamos lá, o veículo da agência da São Paulo Ecoturismo já estava nos esperando com os demais passageiros, só precisando passar em mais uma pousada para pegar o último casal. Começamos então o trajeto em direção ao povoado de São João da Cardosa, onde é feito o passeio. O primeiro trecho é pela estrada de asfalto. Ali é possível ver vários motociclistas sem capacete, motos sem placas, parece que estamos em uma terra sem lei. Mas é uma viagem tranquila.

Estrada de terra até o povoado de Cardosa
Estrada de terra até o povoado de Cardosa

A coisa muda quando entramos na estrada de piçarra, que é uma trilha de terra batida e coberta com pedras de coloração vermelha que corta a Chapada Maranhense, como os nativos chamam o local. Se as trilhas que vão em direção aos Lençóis Maranhenses são de areia, com muito sacolejo, nessa parece que estamos em cima de uma enceradeira ligada no turbo. E o que é pior: cada vez que passa um carro no sentido contrário, somos encobertos por uma nuvem de poeira, o que não acontece com as trilhas dos Lençóis. Ficamos mais de meia hora nesse sofrimento. O carro 4×4 é aberto e é preciso fechar os olhos para não ser cegado pela terra.

Pessoal descendo o rio de boia
Pessoal descendo o rio de boia

O passeio em si começa com o encontro com duas pessoas da comunidade que acompanham o passeio. As boias são distribuídas entre os turistas, que são orientados a mantê-las molhadas para evitar que fiquem muito quentes. Todos devem fazer o passeio juntos, o que é um pouco limitador e chato porque fica uma boia trombando na outra, todo mundo tem que esperar quando alguém fica agarrado em uma das margens do rio… seria melhor se liberassem todos para descer de acordo com a correnteza, se afastando uns dos outros, com alguns pontos de encontro e verificação. Mas tudo bem, não é como se você tivesse que se preocupar com isso, já que os guias controlam tudo, segurando a boias de quem está mais para frente, empurrando quem fica para trás e vamos descendo o rio.

Rio Formiga
Rio Formiga

Esse tour não tem nada de emocionante, já que o rio Formigas é bem calmo e sem variações no terreno que causem corredeiras. A ideia ali é realmente relaxar, jogando sobre seu próprio corpo a refrescante e cristalina água do rio, observando a vegetação às margens, com destaque para os pés de bacuris, pequis e outras plantas nativas, olhando para o céu e apreciando a beleza proporcionada pela natureza. Além de fazer mini-escândalos ao passar por baixo de troncos e ficar preso às margens, é claro. Nesse esquema serão percorridos cerca de 3km de rio, o que deve levar mais ou menos uma hora. No local de chegada, os turistas podem aproveitar para tomar um banho de rio, pois a água é bem gostosa.

Banho no rio Formiga
Banho no rio Formiga

Ali também tem uma barraca que fica próxima ao local onde os carros já esperam para pegar novamente a estrada. Pedimos uma porção de mandioca frita e suco natural de caju, ambos deliciosos. Eles também vendem bolsas e outros produtos artesanais.

Depois é só fazer o trajeto de volta para Barreirinhas. O veículo para na agência, que fica bem próxima da rua principal da cidade. Dá tempo tranquilo para almoçar em algum dos restaurantes da região antes do passeio da tarde. Escolhemos comer na Churrascaria, Restaurante e Pizzaria do Gaúcho, onde há opções de self-service ou à la carte. Pedimos um Filé de Frango à Parmegiana acompanhado de arroz branco (que substituímos por salada) e batata sauté. Estava uma delícia, mas o prato para duas pessoas é o suficiente para quatro. Fica bem barato se for comer muita gente, no nosso caso sobrou metade da comida.

Filé à parmegiana do Restaurante do Gaúcho

Pedimos para embalar, mas não havia tempo de levar para a nossa hospedagem. Felizmente o pessoal da agência São Paulo Ecoturismo é muito gente boa e, como um carro de outro tour iria passar lá perto, eles ligaram para os donos da pousada e combinaram com eles de deixar o almoço lá. O Michael e a Josiane guardaram nossa marmita e esquentaram para a gente jantar no fim do dia.

A descida no rio é realmente gostosa, mas a maior parte do tempo é gasta no deslocamento, que não é muito confortável devido à parte da estrada de terra. Não me arrependo de ter feito, mas recomendo priorizar os passeios pelos Lençóis Maranhenses.

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