Piscina de águas termais

Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa – Termas de Polques

Depois de visitar a Laguna Blanca e a Laguna Verde, seguimos caminho cruzando o Desierto Dalí, que recebeu esse nome em referência às imagens criadas pelo artista surrealista Salvador Dalí. Essa já é uma parte mais árida, com muita areia e algumas montanhas que se destacam pelos tons avermelhados e amarelados.

Salar de Uyuni, Desierto Dalí

A referência ao artista está justamente nessas montanhas, que dizem ser parecidas com as paisagens retratadas por Dalí em suas obras. As cores aparecem devido aos minerais provenientes da atividade vulcânica e geotérmica na região. A paisagem é bonita, mas, para falar a verdade, não vi nada que me remetesse especificamente ao artista, talvez porque houvesse bastante neve nos montes. O deserto possui cerca de 110 km2 e está a uma altura média de 4.750 metros acima do nível do mar.

O destino são as Termas de Polques e suas águas quentinhas que contrastam com o clima frio do local. Para entrar na piscina, é preciso passar primeiro no escritório onde se paga uma taxa que dá direito ao uso das instalações, inclusive o banheiro e o vestiário. Aparentemente também é possível alugar toalhas no lugar, mas não havia nenhuma disponível. O banheiro estava em um estado deplorável de fedor, que podia ser sentido do lado de fora.

Cabine do vestiário masculino
Cabine do vestiário masculino

A parte dos vestiários e da piscina em si fica um pouco mais para baixo e não vi nenhum controle de entrada dos visitantes, ou seja, pagamos porque somos honestos. O vestiário é dividido em masculino e feminino e consiste em pequenos compartimentos, como provadores de lojas de roupas, mas com o chão molhado, sujo e sem um local adequado para pendurar as roupas além de uma cadeira quebrada. É hora de começar a se acostumar com a estrutura oferecida nessa travessia do deserto até a cidade de Uyuni, na Bolívia.

Piscina do Termas de Polques
Piscina do Termas de Polques

A piscina tem uma estrutura boa e a temperatura da água estava bem mais agradável do que a que eu havia entrado nos Gêiseres El Tatio. Além disso, como já não era tão cedo, não fazia tanto frio do lado de fora. O choque térmico na hora da saída, quando bate aquele ventinho no corpo molhado, não foi tão traumático.

Aliás, mesmo com frio o sol é forte e pode queimar bastante a pele, mas não é permitido o uso de filtro solar para entrar na água. Então o ideal é passar um pouco no carro, no começo do passeio, e depois aplicar novamente quando for embora. Ficamos ali bem uns vinte minutos – se pudesse, eu não sairia nunca daquela água, quentinha e sem sal. É bem raso, então você fica sentadinho ou deitado, só relaxando. Enquanto isso, as pessoas que não quiseram entrar podiam dar uma volta pelo local para tirar fotos.

Vestiário no Termas de Polques
Vestiário no Termas de Polques

Assim como nas outras paradas, é importante prestar atenção ao tempo.  Na chegada não é tanto um problema, porque você já pode ir com a roupa de banho por baixo. Já na saída tem que tirar tudo, se secar e vestir um monte de roupa antes de voltar para o carro, daí não tem outra alternativa a não ser se trocar na cabine. Como outros grupos também chegam ao local, pode até ser que se forme uma fila para usar os vestiários.

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