Laguna Blanca

Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa – Lagunas Blanca e Verde

Antes de começar o passeio em si pela Bolívia, é preciso passar por mais um rápido controle burocrático, o Puesto de Control Volcan, que dá acesso à região através do pagamento de uma taxa. Como se trata de uma área de proteção ambiental, é proibido entrar nas lagoas, usar as águas para lavar roupa, utensílios ou outros objetos, se desviar do caminho principal, alimentar ou perturbar os animais silvestres e consumir bebidas alcoólicas. Nem é preciso dizer que também é preciso recolher todo o seu lixo.

Carros 4x4 no deserto
Carros 4×4 no deserto

Após o preenchimento de um pequeno formulário e pagamento da taxa, recebe-se o ingresso, que deve ser mantido à mão caso seja necessário apresentá-lo. A região faz parte da Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa, uma área com mais de 700.000 hectares.

Além do clima extremo, o deserto é bastante isolado, então não é recomendado fazer esse passeio em um carro próprio ou alugado. Até mesmo as agências se preocupam em deixar todos os turistas sempre juntos, então as paradas são coordenadas para pararem e saírem nos mesmos horários. Na nossa turma eram cinco carros, que podiam dar apoio uns aos outros em caso de necessidade.

Laguna Blanca
Laguna Blanca

Depois de passar pela fronteira entre o Chile e a Bolívia e pelo posto de controle, chegamos ao primeiro destino: a Laguna Blanca. A lagoa está a cerca de 4.350 metros de altitude do nível do mar e possui uma área de 10.9 km2. A cor é esbranquiçada devido à concentração de minerais na água, principalmente bórax.

As paradas, no geral, são sempre bem rápidas: uns quinze minutos para observar a paisagem e tirar algumas fotos. O tempo disponível é comunicado pelo guia de cada um dos carros e você fica livre para caminhar até onde quiser, mas é preciso prestar atenção ao relógio e aos demais turistas, já que todos precisam sair juntos e você não quer ser aquela pessoa inconveniente que atrasa os demais.

Águas congeladas da Laguna Blanca
Águas congeladas da Laguna Blanca

Como eu fui em maio, já próximo do inverno, havia uma camada de gelo sobre a água, o que fazia o visual ficar ainda mais impressionante. Aliás, destaco a importância de estar com sapatos próprios, já que é preciso caminhar sobre pedras e, mais próximo da lagoa, um pouco de lama e água. Meu tênis era à prova d’água, então não molhava e também não entrava areia.

Laguna Verde e Vulcán Licancabur
Laguna Verde e Vulcán Licancabur

Pouco depois paramos na Laguna Verde, que tem as águas em um tom muito bonito que varia turquesa ao esmeralda, dependendo da movimentação dos sedimentos causada pelos ventos. A cor é dada pela presença de arsênico, chumbo, cobre e outros minerais suspensos na água, o que a tornam imprópria para consumo e banho. Essa composição também é responsável por impedir o congelamento do lago, mesmo quando as temperaturas estão abaixo de zero.

Bem menor que a Laguna Blanca. Ao fundo, é possível ver o Vulcán Licancabur com o pico congelado. A elevação chega a 5.868 metros e se encontra na divisa entre a Bolívia e o Chile. Acredita-se que as civilizações mais antigas escalavam o vulcão por motivos religiosos e há evidências de que ali se encontrava uma cripta.

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