Museu do Mar

Parnaíba – Museu do Mar

O rio e o mar tem enorme importância para as comunidades dessa região, que surgiram e cresceram devido ao comércio e transporte realizados por embarcações. Santuário para grande biodiversidade, ali busca alimentação, trabalho e materiais para a fabricação de artesanatos, moldando a cultura local. Não é a toa que foi criado o Museu do Mar do Delta do Parnaíba, que trata de diversos aspectos em torno do tema.

Arquitetura neoclássica
Arquitetura neoclássica

O local de instalação do museu não poderia ser mais adequado, já que o Porto das Barcas era usado, antigamente, para estocar as mercadorias que seriam exportadas para países europeus. Após passar por reformas e readequações, o conjunto de edificações se transformou em um belo centro cultural com espaços para eventos, lojas de artesanato, restaurantes e até mesmo a hospedagem Pousada Porto das Barcas. O espaço onde se encontra o museu foi construído no século XIX como um armazém portuário em arquitetura de estilo neoclássico. As grossas paredes foram erguidas com pedras unidas com pó de ostras e óleo de baleia e encontram-se bem conservadas após quase trezentos anos.

Parque das Ruínas
Parque das Ruínas

O museu foi inaugurado na meio do ano de 2021 e destaca as riquezas do Delta do Parnaíba, o terceiro maior delta do mundo e o único do continente americano a desaguar no mar. Ele fica aberto todos os dias, com exceção das segundas-feiras, e o acesso ao acervo principal é feito mediante pagamento de entrada. Eu recomendo acessar a página oficial para informações mais detalhadas sobre horários e preços. Além disso, estão sempre divulgando as exposições temporárias, cursos e eventos culturais que acontecem tanto na parte interna quanto do lado de fora, onde funciona o Tangerina Café.

Meio ambiente
Meio ambiente

O Delta do Parnaíba está protegido por unidades de conservação que tomam conta do rio e dezenas de ilhas espalhadas entre os estados do Maranhão e do Piauí. Os manguezais, praias e estuários funcionam como um santuário de alimentação e reprodução para peixes, caranguejos, mariscos, lagostas e camarões, garantindo o equilíbrio ecológico. O uso sustentável dos recursos naturais é uma das maiores preocupações no mundo atual e é bem retratado na exposição, que mostra os diferentes biomas encontrados ao longo do curso do rio e no litoral do estado.

Embarcações em tamanho real
Embarcações em tamanho real

Também é garantida a manutenção dos meios de vida e cultura de milhares de famílias, que ainda sobrevivem da pesca artesanal, utilizando técnicas tradicionais e extrativismo sustentável para comercialização. Um painel de fotos e textos traz toda a história da ocupação humana na região, desde a vida dos indígenas até os tempos atuais. Também ficam ali barcos em tamanho natural e ótimo estado de conservação, que chamam a atenção com suas cores fortes.

Pesca e modo de vida
Pesca e modo de vida

A exposição trata do trabalho dos pescadores, mostrando a diferença nas técnicas empregadas no rio, no mar e no mangue, destacando as principais espécies capturadas, o tipo de embarcação e os instrumentos utilizados pelas tripulações em casos de pesca artesanal e industrial. Também aparece o processo de fabricação de barcos, cestos trançados com palha de carnaúba, cerâmicas, rendas e outros objetos, muitos deles de cunho religioso. Eu achei interessante forcar nas pessoas, dando uma boa ideia de como é seu cotidiano.

Fauna da região
Fauna da região

Outra parte interessante trata justamente da diversidade na fauna, com curiosidades sobre animais aquáticos como tartaruga, baleia, peixe-boi, boto e uma representação dos principais peixes fluviais e de água salgada, além de crustáceos, moluscos e outras espécies como répteis, aves e mamíferos. O ponto alto é a ossada de um peixe boi, o esqueleto de uma baleia cachalote com dezesseis metros de extensão e a réplica e esqueleto de um boto cinza, um dos animais típicos da região.

Exposição de pinturas
Exposição de pinturas

Por fim, aproveitei para conferir as fotografias e objetos dispostos na Galeria Testa Branca, que fica no salão de entrada do museu, e subir ao segundo andar para ver a exposição de obras de arte na Galeria Amarração. Ambas as mostras temporárias eram de acesso gratuito e dava para passar rapidamente, ideal para quem tem pouco tempo para dedicar ao passeio.

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