Retrospectiva das músicas mais ouvidas em 2018

Retrospectiva 2018 – Músicas

Em casa, na academia, na rua, no trabalho e também durante as minhas viagens, sempre estou escutando alguma música, geralmente pelo Spotify. O legal é que o programa sempre disponibiliza as estatísticas de fim de ano com o que você mais ouviu e algumas curiosidades. Geralmente aparecem coisas que eu nem tinha noção ou jamais lembraria. Dessa vez, por exemplo, fui informado que a primeira coisa que eu escutei em 2018 foi Downtown, da Anitta. O engraçado é que eu nem sou muito fã dela (na verdade estou com um ranço crescente), mas realmente acho a música uma delicinha. Outro detalhe do início do ano: aparentemente eu descobri a cantora P!nk. Fiquei chocado que nunca tinha escutado nada dela no aplicativo. Mas vamos ao top five!


Lily Allen
Lily Allen

Realmente ouvi muito Lily Allen, então nem me assustei quando vi ela em primeiro lugar. Sempre empolgo quando um artista que eu gosto lança álbum novo e ela demorou quatro anos entre o anterior e esse, chamado No Shame. Além das músicas serem super agradáveis, eu acho legal como ela consegue falar sobre as suas experiências pessoais como o fim do casamento, o relacionamento com as filhas, o uso de drogas, a imagem projetada pela mídia e outras questões centradas em si mesma. Eu não sou de acompanhar a vida particular de nenhum artista e acabo descobrindo alguns fatos sobre ela através das letras, então acaba sendo uma forma de conhecê-la melhor ao mesmo tempo em que estou curtindo o som. Mas também sempre tem posicionamentos políticos e sociais, o que eu acho interessante.


Janelle Monáe
Janelle Monáe

Em segundo lugar ficou Janelle Monáe, que lançou o Dirty Computer. Para algumas pessoas que eu conheço, esse foi o melhor álbum do ano. Ela tem se dedicado bastante à atuação em filmes, mas sem deixar de lado a produção musical. É legal ver essa ligação dela com o cinema porque os clipes também são sempre muito bem elaborados visualmente. Inclusive, a estreia desse novo trabalho veio acompanhado de uma obra audiovisual de 46 minutos. O curta metragem conta a história de um androide, Jane 57821, que tenta se libertar das restrições de uma sociedade totalitária e homofóbica. Os temas políticos e de sexualidade também aparecem nas letras das músicas.


Arnaldo Antunes
Arnaldo Antunes

Se não tivessem representantes brasileiros nessa lista, não seria eu. Por isso, em terceiro lugar, aparece Arnaldo Antunes com o álbum RSTUVXZ, cujas primeiras letras podem ser entendidas como rock e samba. Não se trata, entretanto, de uma fusão dos dois estilos. Pelo contrário, o compositor e cantor está interessado justamente no contraste e é interessante como consegue alcançar um resultado uniforme alternando ritmos aparentemente tão diferentes. As primeiras canções são claramente distintas, mas, do meio do CD para frente, a linha de separação se torna mais tênue. Isso justifica o nome do álbum, que mostra uma sequência do alfabeto sem a formação de uma palavra definida. É rock, é samba e tudo o que vier depois, ainda que sem uma classificação clara.


Gal Costa
Gal Costa

Outra que sabe muito bem como se reinventar é Gal Costa, que aparece em quarto lugar e também teve trabalho novo em 2018, A pele do futuro. Pensa em uma pessoa que já ultrapassou os cinquenta anos de carreira e lançou dezenas de discos em estúdio, mas continua a surpreender. Esse álbum homenageia a black music, especificamente com uma sonoridade que remete ao soul e ao disco da década de 1970, mas consegue um resultado bastante moderno e atual. Acompanho a carreira dela e já fui em alguns shows e posso dizer que, ainda que ela não apareça entre os cinco primeiros (mesmo porque eu tenho um gosto bastante eclético e a concorrência é brava), sempre tocará em diversas ocasiões.


Macy Gray
Macy Gray

Dá para sentir um padrão nessa lista porque todos os artistas tiveram lançamentos esse ano. Isso acontece porque eu acabo aproveitando para ouvir um monte de músicas anteriores, faço uma verdadeira trajetória pela carreira. No caso da Macy Gray, o novo trabalho foi o Ruby. Eu adoro essa voz de gata parindo que ela tem e as músicas são muito gostosas de escutar. Inclusive, a própria cantora descreveu a sonoridade como ear candy, ou seja, um docinho para os ouvidos. O estilo bebe da fonte do jazz, mas também é marcado pelo r&b, soul e pop.


Aliás, os estilos que eu mais escutei em 2018 foram pop, música brasileira, rock, r&b e soul. Para quem tiver curiosidade, vale a pena dar uma fuçada na playlist chamada Your top songs 2018, com as 100 músicas que eu mais ouvi esse ano. Outra curiosidade: a maioria dos artistas que eu ouvi são de sagitário, como Frank Sinatra e Sia. Esse é justamente o meu signo. Será que tem alguma ligação?

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