Museum Bar HR Giger

Gruyères – Museum Bar HR Giger

Antes de começar as pesquisas para fazer o planejamento da minha viagem, eu nem sabia que o artista responsável pela impressionante criatura e todo o visual do filme Alien – O 8° Passageiro era suíço. Eu iria passar por Chur, cidade onde nasceu Hans Rudolf Giger, e acabei descobrindo um bar temático todo decorado de modo sombrio, o que me interessou bastante. O problema é que eu ficaria lá só uma noite, justamente no domingo, quando o estabelecimento está fechado (ainda não consigo entender restaurantes e bares que fecham no domingo, coisas da Suíça). Os dias e horários de funcionamento podem ser acessados na página oficial. A salvação para esse meu anseio cinéfilo seria a pequena vila medieval de Gruyères, que eu pretendia conhecer devido à fábrica do queijo. Me hospedei em Lausanne, no Hôtel Rèsidence du Boulevard, estrategicamente localizado pertinho da estação de trens da cidade, justamente para fazer esses passeios de bate-e-volta pela região.

Foto do artista no balcão
Foto do artista no balcão

O bar de Chur abriu em 1992. A filial de Gruyères é mais recente, datada de 2003. Uma outra unidade existiu antes desses em Tokyo, no Japão, com inauguração no final da década de 1980. HR Giger encerrou seu envolvimento com esse empreendimento por frustrações com as regras do país e com a companhia japonesa por trás do bar, que construiu o local a partir de esboços em fase inicial. À época, Giger queria implementar cabines privadas que funcionassem como elevadores individuais, que iriam transportar os clientes pelos quatro andares do bar. Esse projeto foi abandonado devido às complicações da engenharia em um país com terremotos frequentes. Poucos anos depois de inaugurado, sem o apoio do artista, o empreendimento fechou as portas.

Ambiente interno do bar
Ambiente interno do bar

O bar em Gruyères tampouco tem tais elevadores, funcionando em um espaço relativamente pequeno, no mesmo prédio do Museum HR Giger – um castelo medieval com mais de 400 anos de história. O interior é dominado por formas biomecânicas que lembram o estilo usado nos filmes do Alien. A sensação que dá é que você foi engolido com uma criatura gigantesca e se encontra em meio às suas estruturas ósseas. O teto, as paredes, as cadeiras, as janelas e até mesmo o chão seguem o tema fantástico. Tudo é trabalhado num nível de detalhamento incrível.

Parada para lanchinho
Parada para lanchinho

Como se trata de uma cidade turística, com muitas pessoas circulando pelas ruas, um aviso na frente do bar pede que só entrem no local pessoas que forem consumir. Como eu estava mesmo com fome, resolvi unir o útil e o agradável e parar ali para comer uma pizza margerita (que veio em um formato que lembra um osso) e um jus de pomme (suco de maçã) com gás, aproveitando para tirar as minhas fotos. As opções de refeição se limitam a lanches simples, como cachorro-quente, sanduíches e queijos. Já para bebidas, há vários cocktails, cervejas, vinhos, shots, chás, cafés, refrigerantes e outros.

Parede com bebês bizarros
Parede com bebês bizarros

Assim como acontece no museu, achei interessante o contraste desse ambiente fantasioso com o estilo medieval das casas em volta e as próprias paredes de pedra da parte interna. Para a decoração, aproveitaram a estrutura de arcos do teto abobadado para dispor colunas vertebrais. Ao ingressar, parece que você foi transportado instantaneamente para outro lugar, escuro e misterioso. Vale a pena consumir algo lá dentro para poder observar com calma todos os detalhes – essa parede com bebês bizarros, por exemplo, fica bem no fundo. É bom lembrar que não se trata de um bar do alien, mas sim do universo do artista de um modo geral.

O piso é todo trabalhado
O piso é todo trabalhado

É verdade que alguns dos itens já estão merecendo passar por reparos, principalmente as partes emborrachadas, que já perderam algumas partes, e outros itens que estão com a pintura um pouco descascada. Mas nada que atrapalhe a experiência como um todo. A maior parte da estrutura estava muito bem conservada, inclusive o piso, que é todo trabalhado. Aliás, achei que a ida ao bar é um bom complemento à visita ao museu, onde estão expostas centenas de obras do artista, incluindo pinturas, esculturas, móveis, desenhos, projetos para filmes e outros, além de sua coleção pessoal e exposições temporárias.

Janelas decoradas
Janelas decoradas

Não vou colocar nessa postagem o mesmo review que faço para restaurantes, destacando pontos como atendimento, refeição, preço e outros, porque fui lá mesmo apenas pelo ambiente e foi o tempo de fazer um lanche rápido e tirar fotos para dar sequência ao passeio. Se você também estiver com pressa ou não se interessar pelo tema, dá para ver alguns detalhes das janelas e do interior do bar pelo lado de fora mesmo. Ainda assim, deixo aqui registrado que vale muito a pena entrar para ver mais detalhes, eu curti demais.

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