Teleférico da subida do Monte Salève

Mont Salève – Como chegar saindo de Genebra

A subida a essa montanha francesa é uma das opções turísticas para quem está em Genebra, já que o acesso é bem fácil e rápido. Na verdade, eu fiquei hospedado no Hôtel Résidênce du Boulevard de Lausanne, porque achei lá mais barato e central para os passeios que eu queria fazer na região. O primeiro passo para mim, portanto, foi pegar o trem com destino a Genebra. Como eu tinha o Swiss Travel Pass, toda essa parte de transporte já estava inclusa.

Ônibus urbano de Genebra
Ônibus urbano de Genebra

Cheguei na Genève-Cornavin, que é a principal estação de trens da cidade de Genebra, e de lá mesmo havia um ônibus que me levaria até a fronteira da Suíça com a França. Devo destacar que essa é uma das mais movimentadas paradas de ônibus da cidade, então de lá você consegue transporte para vários lugares. Mas se você estiver passeando pelo centro histórico, você pode pegar o mesmo ônibus, que é a linha 8 com destino a Veyrier, douane. O trajeto entre a estação e a fronteira levou cerca de 25 minutos e você pode acompanhar todo o percurso pela tela – na hora que eu tirei essa foto já estávamos quase chegando, perceba que só faltavam duas paradas. De qualquer maneira, não tem erro, já que você vai descer no ponto final.

Fronteira da Suíça com a França
Fronteira da Suíça com a França

O ônibus para bem pertinho da fronteira entre os dois países e tudo o que você precisa fazer é caminhar por menos de 200 metros na mesma rua em que o ônibus parou para passar pelo controle de imigração. Na verdade, como os dois países fazem parte da União Europeia, eu nem passei pelo guichê – simplesmente fui caminhando direto como se estivesse atravessando uma rua. Por via das dúvidas, eu tinha levado o meu passaporte para o caso de alguém me parar e querer ver a identificação. Pelo que pude observar, os pedestres atravessavam livremente, mas os carros eram parados para cumprir alguma formalidade que eu imagino também seja bastante tranquila.

Placas indicam o caminho para carro e pedestres
Placas indicam o caminho para carro e pedestres

A partir da fronteira é preciso fazer uma caminhada de cerca de 550 metros até o local de onde sai o teleférico que sobe o monte. O caminho é todo muito bem sinalizado com placas na rua, então não há com o que se preocupar porque as chances de se perder são muito pequenas. Se você estiver de carro, o trajeto é um pouquinho diferente, mas também bem sinalizado. Repare que na placa acima, quase chegando à bilheteria, tem uma divisão de para onde devem ir os pedestres e para onde devem seguir os veículos.

Bilheteria do teleférico
Bilheteria do teleférico

Para esse passeio eu não comprei o bilhete com antecedência porque eu estava viajando fora de temporada e acreditei que não haveria necessidade (não houve mesmo). Se você prefere se planejar nesse sentido, os tickets podem ser adquiridos online através da página oficinal. Ali você também encontra os preços, que variam com a idade, se você compra ida e volta e outros detalhes. Além disso, o site possui informações atualizadas sobre horários de partida, clima e até mesmo uma webcam ao vivo – dependendo das condições meteorológicas o serviço pode ser interrompido. Ou talvez você não queira subir em um dia nublado/chuvoso, uma vez que se trata de um passeio ao ar livre. Apesar de ter deixado para comprar na hora, não peguei nenhuma fila. Fiz o pagamento em euros, então não posso informar com certeza se eles aceitam francos suíços. Aproveitei também para ir no banheiro e pegar alguns folhetos informativos, particularmente úteis para quem vai fazer trilhas na montanha.

Comprei o bilhete de ida e volta porque nesse dia eu ainda iria passear pelo centro histórico de Genebra. Se tivesse com mais tempo, uma ideia seria subir de bondinho e descer por uma das trilhas caminhando ou de bicicleta (dá para levar bicicleta dentro do teleférico) porque para baixo todo santo ajuda. Também é possível subir com animais de estimação (leia-se cachorros) sem nenhum custo extra, desde que estejam presos a coleiras. Enfim, só quero lembrar a importância de guardar com cuidado o bilhete porque será necessário ler o QR Code também na volta.

Recomendo também consultar a página oficinal sobre os horários de funcionamento, já que estes variam ao longo do ano. De acordo com o folheto que eu peguei, o serviço não opera do início de novembro até o final de março. Já no verão, horários especiais incluem descidas tarde da noite, então pode ser uma boa ideia ir mais tarde para pegar um período do dia, ver o pôr-do-sol e só voltar a noite. Se tudo estiver certo, as viagens ocorrem a cada 12 minutos.

Desde 1893 já era possível subir o Salève de trem, uma linha que foi melhorada com o tempo e permitia ir do centro de Genebra ao topo do monte em apenas duas horas. O projeto do transporte por bondinho tomou forma em 1932, que continuou funcionando mesmo com a Segunda Guerra Mundial e a abertura das estradas e a popularização dos automóveis. Apenas em 1975, por falta de recursos, o serviço foi interrompido.

O renascimento do teleférico se deu por uma iniciativa franco-suíça em 1984. Renascido e restaurado, o sistema passou a ser administrado por uma parceria entre os dois países, chegando a 90.000 passageiros em 2005 e quase 200.000 em 2012. A partir de 2013, os responsáveis passaram a ser RATP Dev, TPG e COMAG, que trouxeram melhorias tecnológicas e uma imagem mais comercial ao serviço.

Vista na subida do teleférico
Vista na subida do teleférico

O trajeto de subida ou descida é bem rápido, durando pouco mais de três minutos. Durante esse tempo, você já consegue ter uma ótima vista da região, incluindo a cidade de Genebra e o lago ao fundo. Quando eu fui o vagão estava vazio o suficiente para que pudéssemos andar livremente, tirar fotos e tal. A altitude no topo do monte é de 1097 metros acima do nível do mar.

Lá no alto, além da vista, podem ser feitas atividades como caminhadas, ciclismo, voos de parapente, piquenique e outras opções gastronômicas. Como eu fui de manhã, não quis comer nada por lá e me limitei a conferir uma das trilhas mais leves.

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