Restaurante Trindade

Belo Horizonte – Restaurante Trindade

Belo Horizonte pode até ser considerada uma roça grande por muitas pessoas (e é mesmo), mas não se pode negar que estamos bem servidos de muitos restaurantes de qualidade, obrigado. Um exemplo é o Restaurante Trindade Cozinha Contemporânea e de Vanguarda, que eu fui pela primeira vez na semana passada. O estabelecimento está localizado em uma área central e nobre da cidade, na Rua Alvarenga Peixoto, 388.


Ambiente ★★★★★

A primeira coisa que eu reparo quando chego em um restaurante é o ambiente. Sou da área de cinema e design gráfico e fico de olho na organização do espaço, na decoração, cores, formas e sons. O ambiente do Trindade me agradou muito. Percebi que conseguiram unir bem o requinte de um restaurante de alta gastronomia com as influências regionais, inserindo no espaço elementos que trazem a simplicidade da nossa terra, como as cadeiras com encosto de palha trançada, almofadas coloridas com flores, caixotes de feira, cestos de bambu e móveis de madeira. Tudo de muito bom gosto.

Ambiente interno
Ambiente interno

Me agrada o fato de as mesas serem bem espaçadas, dando liberdade para a circulação dos garçons e conforto para os clientes. Eu sentei na parte da varanda, já que a noite estava com um clima bem agradável.

Também se destaca no ambiente as paredes pintadas por Rogério Fernandes, artista piauiense radicado em Minas Gerais e reconhecido mundialmente por seus muralismos, telas, gravuras e produtos diversos, muitas vezes com influência da xilogravura nordestina.


Serviço ★★★★★

Eu fui ao restaurante para jantar em um dia de semana, então encontrei o espaço bem tranquilo. Poucas mesas estavam ocupadas quando cheguei, então nossa mesa era sempre atendida prontamente e com muita atenção. Não tenho como tirar nenhuma estrelinha nesse quesito, mesmo porque a garçonete não foi apenas eficiente, mas também muito simpática.

Também gostei da filosofia do local. Os produtos orgânicos utilizados na cozinha são produzidos na Funilândia pelo Orgânico das Oliveiras, que usa o lixo orgânico do próprio restaurante para adubação, contribuindo para um ciclo sustentável e ecológico do alimento.


Preço ★★★★☆

O cardápio por ser acessado na página oficial do restaurante, inclusive com os preços, o que eu acho maravilhoso para o cliente. É verdade que o site é um tanto pobre visualmente, mas eles atualizam com frequência o Instagram com fotos lindas.

O preço é aquilo que se espera de um restaurante desse nível. Não é barato, mas posso afirmar que saí de lá tão satisfeito que o investimento valeu muito a pena. Em respeito à sazonalidade dos ingredientes e com a intenção de inovar sempre, o cardápio está em constante mudança.


Comida ★★★★★

O restaurante propõe uma cozinha autoral e descomplicada, valorizando os ingredientes frescos e o pequeno produtor. Há um claro foco nos produtos locais, misturando a tradição com a inovação. No fim das contas, o que importa mesmo é o sabor e a qualidade e os pratos não decepcionam.

Seleção de queijos artesanais
Seleção de queijos artesanais

Para entrada, escolhemos a Seleção de queijos artesanais de Minas Gerais, que vieram acompanhados de dois molhos, ambos deliciosos: geleia de pimenta biquinho defumada e mel orgânico. Eram quatro tipos de queijos que, como bons mineiros que somos, estamos acostumados a comer. Mas a qualidade do produto servido é inegável, adorei todos.

Tornedor de filé mignon
Tornedor de filé mignon

Eu escolhi como prato principal o Tornedor de filé mignon, que veio com arroz cremoso (feito com requeijão de raspa), ovo caipira frito, farinha de milho flocada e molho roti. Estava tudo delicioso e achei o prato muito bem servido – na foto aparece apenas uma porção do arroz, que vem em uma cumbuquinha a parte.

O meu namorado pediu Arrumadinho mineiro com porquinho prensado, o que pode ser traduzido como uma suculenta barriga de porco crocante cozida a baixa temperatura e prensada por horas, acompanhada de farofa de milho flocada, quiabo tostado, verduras, ceviche de banana da terra e ovo caipira frito. Ou seja, um prato bem mineiro.

Pavê ou pra cumê
Pavê ou pra cumê

Como é natural, eu já estava bem cheio depois de comer a entrada e o prato principal. Mas, como já se tornou tradição nas minhas postagens sobre restaurante, devo reforçar que a tripa da sobremesa é outra e sempre cabe um doce nesse corpinho. Portanto, para encerrar, divididos um Pavê ou pra cumê, que faz uma brincadeira com a frase clássica dita nas festas de famílias mineiras. Trata-se de um sorvete de pavê artesanal da casa, chocolate, macaron de amendoin e biscoito de champagne da casa. A expressão que explica essa sobremesa é orgasmos múltiplos.


Resumo ★★★★★

Como já deu para perceber, eu adorei esse restaurante, tanto pela comida que estava fabulosa, quanto pelo ambiente e atendimento. Não é o tipo de lugar que eu vou todo dia por causa do preço, mas devo reforçar que valeu cada centavo. Com certeza voltarei lá para provar outros pratos.

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