Parte de trás do museu

Rio de Janeiro – Museu do Amanhã

Eu já fui tantas vezes ao Rio de Janeiro que, de certa forma, eu perdi um pouco aquele olhar de turista, o que explica a pouca quantidade de postagens aqui sobre a cidade. Mas uma novidade que eu já estava querendo conferir há algum tempo era o Museu do Amanhã, que invadiu a internet com várias pessoas postando as já clássicas fotos no espelho d’água e estrutura moderna do local. Mas mais do que fotos bonitas, o museu é um local para reflexão sobre os impactos causados pela humanidade no mundo e os possíveis caminhos para a vida em sociedade nos próximos anos.

Localizado na Praça Mauá, no centro do Rio de Janeiro, o museu não possui estacionamento próprio e incentiva os visitantes usar o transporte público, o que está totalmente dentro de suas propostas de sustentabilidade. A estação Parada dos Museus, do VLT (veículo leve sobre trilhos), fica bem pertinho. Também dá para ir de metrô até a estação Uruguaiana e fazer o resto do trajeto a pé. Obviamente também é possível ir de ônibus ou, se quiser um pouco mais de conforto, pegar um taxi ou Uber. O fato é que o acesso ao local é muito fácil.

Praça Mauá
Praça Mauá

A questão do ingresso também é bastante simples. Já vi várias pessoas reclamando de ter ficado horas na fila. Não sei se isso aconteceu apenas nos primeiros meses de inauguração, mas o fato é que a minha entrada foi muito tranquila – eu fui em um domingo pela manhã. O museu disponibiliza um número limitado de ingressos por hora – o que eu acho ótimo para que o ambiente não fique muito lotado e a experiência seja prejudicada. Eu comprei meu ingresso pelo aplicativo de celular, já definindo o horário de visita. Ao chegar lá, às onze da manhã, não havia filas, então também daria para comprar na hora. Já quando eu estava indo embora, percebi que tinha bastante gente esperando, mas nada muito dramático. De qualquer maneira, recomendo fazer a compra antecipada e ir mais cedo.

Cartão para interatividade
Cartão para interatividade

Confesso que eu fiz essa visita sem me informar bem sobre o que encontraria dentro do museu, o que eu achei bem positivo porque permite ao visitante ir descobrindo as coisas aos poucos. Então vou falar aqui bem por alto para também não dar spoilers. Basicamente, trata-se de um museu de ciências bem interativo, que conta um pouco da história da humanidade e propõe reflexões sobre nosso estilo de vida atual e as perspectivas para o futuro.

A interação acontece por meio do uso de um cartão magnético recebido na entrada através do qual você faz um cadastro e aciona itens da exposição, como telas sensíveis ao toque e outros recursos tecnológicos. Na verdade, você não precisa usar esse cartão durante a visita, é só um opcional.

Exposição temporária
Exposição temporária

A exposição principal do museu fica no andar superior e leva o público a percorrer uma narrativa estrutura em cinco grandes áreas: Cosmos (somos feitos da mesma matéria que as estrelas, nos conectamos com o universo e as nossas origens), Terra (três grandes cubos com conteúdos que investigam a matéria, a vida e o pensamento), Antropoceno (transformações na natureza causadas pela humanidade), Amanhãs (grandes tendências globais) e Nós (propõe aos visitantes a ideia de que o amanhã começa agora com as escolhas que fazemos). Ali estão exposições de fotos, apresentação de vídeos, conteúdos digitais interativos e outros.

Além da exposição principal, o museu conta com mostras temporárias, auditório para eventos diversos e a parte externa, que só deve ser visitada ao final do passeio, já que não é permitido entrar novamente.

Arquitetura do Museu do Amanhã
Arquitetura do Museu do Amanhã

Uma coisa que chama bastante a atenção é a arquitetura do museu, assinada por Santiago Calatrava. O projeto faz parte da requalificação da região portuária do Rio de Janeiro, ocupando 15 mil metros quadrados cercados por espelho d’água, jardim, ciclovia e área de lazer. A forma alongada foi inspirada nas bromélias que podem ser vistas no Jardim Botânico da cidade. Nas palavras do arquiteto espanhol, “a ideia é que o edifício fosse o mais etéreo possível, quase flutuando sobre o mar, como um barco, um pássaro ou uma planta”.

Espelho d'água
Espelho d’água

A integração do prédio com o ambiente é apoiada pelo projeto paisagístico desenvolvido pelo escritório Burle Marx. Ali está representada a flora nativa e de restinga da zona costeira da cidade, com um total de 26 espécies diferentes, incluindo ipês roxo e amarelo, pau-brasil, pitangueira, quaresmeira e outros. Também pude observar vários canteiros com temperos e vegetais plantados.

A sustentabilidade também pode ser observada nas esquadrias de vidro presentes nas fachadas com o objetivo de permitir a entrada da luz natural no prédio, o que é auxiliado pelos 48 conjuntos móveis no formato de asas metálicas, onde foram instaladas as placas fotovoltaicas que se movimentam ao longo do dia de acordo com a posição do sol para otimizar o aproveitamento da luz.

Como se pode perceber, há bastante o que se ver no Museu do Amanhã. E eu ainda nem falei da parte da culinária, com o café e o restaurante Fazenda Culinária, que ficam para outra postagem.

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