Estrada da Morte

La Paz – Estrada da Morte

Considerada a estrada mais perigosa do mundo, o Camino a los Yungas ou Camino de la Muerte ou Ruta de la Muerte liga a cidade de La Paz às florestas amazônicas de Yungas ao norte do país. Aberta na década de 1930, parte dessa estrada foi construída com a mão de obra de prisioneiros paraguaios durante a Guerra del Chaco. O caminho era extremamente perigoso pois passa por encostas íngremes, inclusive com trechos de apenas uma pista e sem qualquer tipo de grade de proteção. Além disso, é comum a ocorrência de chuvas e neblina, o que diminui muito a visibilidade e torna mais perigoso o deslocamento no chão barrento e cheio de pedras soltas que caem das montanhas. Mesmo com o tempo seco, a poeira levantada pelos carros atrapalha muito a visão. Uma receita para o desastre, certo? E é mesmo. Em 24 de julho de 1983, por exemplo, um ônibus despencou de uma encosta, matando 100 passageiros. Esse é considerado o pior acidente rodoviário da Bolívia.

Trecho moderno da Estrada da Morte
Trecho moderno da Estrada da Morte

A estrada parte de La Paz, a 3600 metros de altitude do nível do mar, passa por vilas a cerca de 1000 metros e chega a 4650 em seu ponto mais alto. Uma variação muito grande de altitude que permite passar do clima de montanha para a floresta tropical em pouco tempo. Durante 20 anos até 2006, o caminho passou por um processo de modernização que incluiu alargar a pista, pavimentação com asfalto e uma nova seção que evita o tráfego naquele que é considerado o trecho mais perigoso. Essas novas rotas possuem pontes, sistema de drenagem e outros recursos que a deixam bem mais segura para os viajantes. O número de mortes, que variava de 200 a 300 por ano, diminuiu. Ainda assim, a estrada de apenas 64 km de extensão continua perigosa.

Bicicletas de montanha
Bicicletas de montanha

Depois das reformas, o trecho da velha Estrada da Morte, entre Chusquipata e Yolosa, ficou praticamente abandonado pelo tráfego. Ainda passa ali um ou outro carro, mas o local foi mesmo adotado pelos turistas em busca de aventura, que geralmente fazem o trajeto de bicicleta própria para montanha ou moto. O local se tornou um ponto turístico principalmente depois dos anos 1990, oferecendo, além da emoção, um visual espetacular com suas paisagens. Desde então, milhares de pessoas se aventuram anualmente em suas curvas. Mesmo não tendo muitos carros circulando por lá, ainda acontecem eventuais acidentes, algumas vezes fatais.

Barracuda Biking
Barracuda Biking

Depois de pesquisar um pouco na internet, resolvemos fazer o passeio pela Barracuda Biking. A reserva pode ser feita na página da empresa com pagamento realizado pelo Paypal pelo menos um dia antes do passeio ou pessoalmente na Calle Linares, 971 – bem próximo à Calle Sagarnaga, na parte turística da cidade. O preço já inclui o aluguel da bicicleta com dupla suspensão e freios a disco hidráulicos, jaqueta e calça com corta-vento, luvas, joelheiras, capacete, transporte, água, lanche e almoço, além das fotos e vídeos que são feitos pela equipe durante o passeio e depois disponibilizados pelo Dropbox e uma camisa de brinde.

O escritório da agência fica dentro de uma galeria de lojas cheias de roupas e outros produtos pendurados, bem informal. Mesmo tendo feito a reserva pela internet, é preciso ir lá um dia antes para experimentar as roupas e acessórios, receber orientações diversas, como o que levar, e assinar um termo de responsabilidade pela sua própria vida. Amém.

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