Foto do grupo no Jeep 4x4

Salar de Uyuni – O maior deserto de sal do mundo

O Salar de Uyuni é o destino mais famoso da Bolívia. Não é à toa: é o maior deserto de sal do mundo, com 10.582 km2 e se encontra a 3.656 metros de acima do nível do mar, ao lado da Cordilheira dos Andes. Os turistas que visitam a região são surpreendidos pela sua beleza e dimensão, mesmo que já tenham visto fotos ou vídeos na internet. Estar lá, pessoalmente, é uma experiência única.

Piso de pedra de sal
Piso de pedra de sal

Quando eu via as fotos do salar, eu pensava que o sal era soltinho, como a areia na praia. Na verdade, ele é extremamente compacto, como uma pedra mesmo. Imagine que você está andando sobre um asfalto, mas todo pontiagudo. Inclusive, recomendo usar um tênis pois um calçado de sola muito fina pode fazer com que você sinta todas essas pontinhas machucando seus pés, uma sensação que não é das mais confortáveis.

Salar de Uyuni
Salar de Uyuni

Outra coisa que eu nunca tinha reparado é na textura que se forma no solo. Eu decidi fazer a viagem em maio, quando já estava bem seco, então dava para ver essa imensidão de sal branco. Em contrapartida, não tem água para tirar aquelas fotos com o reflexo do céu – mas eu fiz isso em algumas lagoas por que passamos durante os passeios na região, então não senti muita falta. A escolha da data da viagem é muito importante para esse passeio no salar, já que a variação de temperatura e das precipitações entre verão e inverno é bem grande.

Depois de ver o nascer do sol no salar e passar pela Isla Incahuasi, chegou a hora de ir para o meio do deserto. Não há nada em volta por vários e vários quilômetros, o negócio ali são as pessoas, o sal e o céu. É o momento em que paramos simplesmente para tirar fotos da paisagem e de nós mesmos, daí o guia aparece com umas ideias horríveis, porém maravilhosas, que rendem as fotos mais engraçadas da viagem. Eu imagino que algumas pessoas vão torcer o nariz, afinal de contas é típico de turista fazer isso. Mas na boa: se permita, entre no clima.

Carregando os migue na mochila
Carregando os migue na mochila

Como o deserto de sal é muito plano e todo branquinho, dá para fazer várias fotos com ilusões de ótica, em que os objetos ou pessoas que estão distantes parecem interagir. Pense em uma montagem sem precisar de Photoshop. Nessa eu apareço carregando meus companheiros de viagem na mochila.

Parque dos Dinossauros
Parque dos Dinossauros

Você pode ter as suas próprias ideias, mas o guia também propõe várias coisas e saca alguns objetos sabe-se lá de onde, principalmente animais. Qualquer coisa vale, como um chaveirinho de lhama ou uma boneca. Os guias/motoristas também são super prestativos e tiram quantas fotos você quiser, até deitando no chão para achar o melhor ângulo. Aqui, aparecemos correndo de um dinossauro de brinquedo.

Andando na corda bamba
Andando na corda bamba

Também dá para tirar os sapatos e amarrar os cadarços, que são usados para fingir que estamos andando em uma corda bamba. Obviamente que essas fotos dependem mais do fotógrafo do que dos modelos, já que é ele quem está vendo qual será o resultado da imagem. Daí fica aquela coisa de “dá um passinho para trás”, “agora mais para frente”, “levanta os braços”. No fim das contas, algumas não saem tão boas, mas essas que eu selecionei para postar aqui foram as que eu gostei mais do resultado. Também tiramos fotos com garrafa de vinho, de água e outros objetos.

Querida, encolhi as crianças
Querida, encolhi as crianças

Além dos objetos, é possível criar a ilusão de que uma pessoa é muito maior que as outras – basta que ela se posicione mais perto da câmera. Com isso, dá para fazer várias fotos, como essa em que a gigante ameaça nos esmagar com o pé. Também fizemos com uma pessoa segurando a outra na palma da mão, gigante dando peteleco em outros do tamanho de uma mosca e coisas do tipo. Foi a maior concentração de bobagens por minuto da minha vida. Ou não.

Hotel de Sal Playa Blanca
Hotel de Sal Playa Blanca

Depois de tirar trezentas mil fotos, seguimos viagem até o Hotel de Sal Playa Blanca. A construção foi feita em 1993 que viu ali a oportunidade de ganhar dinheiro com os turistas que procuravam se hospedar na região. As paredes são feitas de blocos de sal, assim como todos os móveis e algumas esculturas. Quando nós fomos, em 2016, o hotel estava desativado pois não tinha autorização para funcionar. Mas lá dentro havia uma lojinha de conveniência onde era possível comprar água e lanches, além de várias lembrancinhas típicas de lugares turísticos. Também é possível pagar para usar o banheiro.

Bandeiras de vários países
Bandeiras de vários países

Ali também estão expostas as bandeiras de vários países, provavelmente trazidas pelos próprios turistas, já que algumas estão assinadas com nomes e datas. A maioria já está bem deteriorada, mas dão umas fotos legais. Perto do hotel também tem um grande monumento da corrida Dakar Rally, que foi realizada em janeiro de 2016 na região, passando pela Bolívia e pela Argentina.

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