Estação de metrô Bir-Hakeim

Paris – Chegando na Torre Eiffel

Quando eu fui a Paris, minha irmã estava morando lá e já sabia o que fazer e como chegar nos lugares. Obviamente que não há regras, mas sim dicas, coisinhas, que podem tornar o passeio mais agradável – essa é a ideia de um blog de viagem, afinal. Uma delas foi como ir à torre Eiffel e funcionou muito bem, então vou passar a informação adiante.

Estações de bicicleta próximas à torre Eiffel
Estações de bicicleta próximas à torre Eiffel

Há várias maneiras de chegar à torre Eiffel. Uma boa opção, por exemplo, é alugar uma bicicleta dessas que você paga por dia, semana ou ano um valor bem acessível em estações de autoatendimento. Em Paris o serviço é da Vélib e há várias estações espalhadas pela cidade, bem próximas umas das outras, como mostra o mapa acima. Mas, nesse caso, você pode chegar de praticamente qualquer lugar, então não é muito relevante para essa postagem. Também há opções de ir de barco em um passeio pelo rio Sena pelo Batobus; de ônibus urbano, uma opção que eu uso muito raramente quando estou passeando; de carro, o que não é muito comum para turistas e traz vários inconvenientes como ter que procurar estacionamento; e à pé, vindo de outro ponto turístico próximo ou seja lá o que for.

Metrô passando sobre a ponte Bir-Hakeim
Metrô passando sobre a ponte Bir-Hakeim

A última (ou primeira) opção é ir de metrô. O metrô de Paris funciona perfeitamente e, se você tiver um Paris Visite Pass, você pode andar à vontade. Eu gosto desse esquema porque você não precisa se preocupar em ficar comprando tickets individuais ou em quanto você vai gastar – compra o passe e pega metrô para cima e para baixo sem medo de ser feliz. Então vamos ao que eu fiz. Há várias estações de metrô próximas da torre Eiffel. A vantagem de pegar a linha 6 (verde clara) é que os trilhos são acima do solo, então você terá uma vista da torre quando o trem chegar na estação Bir-Hakeim, então o passeio já começa aí.

Saída da estação Bir-Hakeim
Saída da estação Bir-Hakeim

Outra vantagem do metrô de Paris é que ele é muito bem sinalizado. É verdade que são muitas linhas, então a pessoa pode ficar um pouco perdida no começo, principalmente se não tem experiência em usar esse tipo de transporte. Por via das dúvidas, ande com um mapa impresso na carteira e/ou o aplicativo no celular que não tem erro. Chegou na estação, basta seguir as placas para a saída mais adequada – como eu disse, elas são bem sinalizadas e já indicam os pontos turísticos principais da região.

A ponte Bir-Hakeim | Foto: DRX
A ponte Bir-Hakeim | Foto: DRX

Uma dica bacana aqui é não ir direto para a torre. A ponte Bir-Hakeim, construída em aço entre 1903 e 1905 e antes chamada Passy, conecta os 15° e 16° arrondissements. É uma ponte em arco com 237 metros de comprimento e 24,7 de largura que, por si só, vale um olhar mais atento. O projeto é do arquiteto Jean-Camille Formigé, também responsável pelo parque abaixo da Basilique du Sacré Cœur de Montmartre. A ponte tem dois andares: no primeiro nível, passam os pedestres e os carros, enquanto o viaduto no segundo nível segue a linha do metrô. A ponte também dá acesso à ilha artificial Île aux Cygnes, que começa na pont de Bir-Hakeim e vai até a pont de Grenelle. Vale a pena fazer o passeio por essa pequena ilha inabitada, com 850 metros de comprimento e 11 de largura, pelo Allée des Cygnes (Caminho dos Cisnes). No final do trajeto está a Statue de la Liberté, uma réplica com 22 metros de altura da Estátua da Liberdade de Nova York. Esta versão, com um quarto do tamanho da que foi presenteada aos americanos, foi inaugurada em 1889.

Torre Eiffel vista do mirante da ponte Bir-Hakeim
Torre Eiffel vista do mirante da ponte Bir-Hakeim

Mas isso é para o outro lado, apenas se você tiver interesse. Para ver a torre Eiffel, é só caminhar até o meio da pont de Bir-Harkeim e já está no mirante, que oferece uma ótima vista e possibilita tirar fotos da torre com o rio Sena. Outra coisa boa do local é que não é lotada de turistas, então você consegue olhar e fotografar a torre com calma. No mirante fica a estátua La France Renaissante que, originalmente, representaria Jeanne d’Arc (Joana d’Arc, em português). Como Jojô era uma imagem muito forte e diferente do ideal de herói da época (quem sabe lidar com uma mulher guerreira?), acabou se decidindo renomear a obra como “A França renascida” e criar uma imagem genérica, meramente decorativa, inaugurada em 1958.

Pequena caminhada à margem do rio Sena
Pequena caminhada à margem do rio Sena

Depois de dar esse rolezinho rápido pela ponte Bir-Hakeim, é hora de ir para a torre Eiffel. O curto trajeto é feito por esse promenade com vista tanto para o rio quanto para a torre. É bem agradável e romântico, com banquinhos onde se pode sentar para descansar ou curtir a paisagem. Como eu fui no inverno, as árvores estavam secas, o que eu acho que dá um visual diferente e bonito. Enfim, é isso. Bom passeio!

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