Estrago causado por carro bomba abaixo do World Trade Center, em 1933

Nova York – Carro bomba no World Trade Center (1993)

O World Trade Center, em Nova York, foi alvo de um ataque terrorista antes de setembro de 2001. Ramzi Yousef, que já havia passado por um campo de treinamento da Al Qaeda, no Afeganistão, começou a planejar o ataque em 1991. No ano seguinte, se mudou para os Estados Unidos com um passaporte iraquiano falso, pedindo asilo político. O FBI possuía contatos com um ex-oficial do exército egípcio, chamado Emad Salem, que afirma ter informado os investigadores – um ano antes do atentado -sobre os planos de produção da bomba. Ramzi Yousef se instalou em New Jersey e tinha a ajuda de outras pessoas para a execução do plano. Segundo cartas enviadas pelo próprio Yousef pouco antes dos ataque para jornais, as exigências dos terroristas eram: o fim da ajuda dos Estados Unidos para Israel; o fim das relações diplomáticas entre os dois países; e o fim das interferências americanas em assuntos internos dos países do Oriente Médio.

Em 26 de fevereiro, uma sexta feira, Yousef e Eyad Ismoil, da Jordânia, dirigiram uma van até o sul de Manhattan e estacionaram na garagem pública abaixo do World Trade Center. Às 12:17, doze minutos depois de acenderem o fusível e fugir do local, cerca de 600 kg de explosivos abriram uma cratera de 30 metros em quatro andares. A energia do prédio foi imediatamente cortada, interrompendo o funcionamento dos elevadores e das luzes de emergência. A fumaça gerada chegou até ao 93° andar de ambas as torres, subindo também pelos vãos de escada, o que dificultou muito a desocupação dos prédios. Ao todo, seis pessoas morreram – uma das mulheres grávida de sete meses – e mais de mil ficaram feridas, a maioria durante o processo de evacuação, principalmente devido à inalação de fumaça e incêndios.

A intenção de Yousef era de que, com o carro bomba estacionado no lugar correto, a torre norte desabasse sobre a torre sul. Os prédios só não caíram por um erro de cálculo. A explosão deveria ter acontecido mais perto das fundações de concreto. O terrorista fugiu para o Paquistão algumas horas depois do ataque.

Cerca de 300 agentes do FBI foram designados para investigar o caso. Um técnico em bombas encontrou, no local da explosão, fragmentos do carro que teria transportado a bomba. Com o número de registro encontrado em uma das peças, foi possível identificar que se tratava de um carro alugado em New Jersey por Mohammad Salameh. Ele havia denunciado o roubo do veículo e, ao ir até a empresa para pegar seu dinheiro de volta, foi preso pela polícia. A prisão de Salameh levou os investigadores até o apartamento que Abdul Rahman Yasin dividia com a mãe no mesmo prédio onde havia morado Ramzi Yousef. Yasin foi preso pelo FBI mas, um dia após ser liberado, fugiu para o Iraque. Em março de 1994, Salameh, Nidal Ayyad, Mahmud Abouhalima e Ahmad Ajaj foram condenados à prisão perpétua pelo ataque ao World Trade Center. Yousef foi localizado e preso no ano seguinte. Depois de sua prisão, o terrorista teria dito aos investigadores: “Isso é apenas o começo.

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