Violeta Parra

Violeta Parra

Nascida em San Fabián de Alico, um pequeno povoado a cerca de 400 km ao sul de Santiago, Violeta del Carmen Parra Sandoval tinha raízes artísticas em sua família: o pai era professor de música e a mãe, embora trabalhasse em uma fazenda, cantava e tocava violão nas horas vagas. Depois de algumas mudanças, a família se estabeleceu em Chillan, onde Violeta começou a cantar e tocar violão junto a seus irmãos, Hilda, Eduardo e Roberto. Nessa época, ela também começou a compor músicas tradicionais chilenas. Depois da morte do pai, as condições da família se tornaram precárias, e todos tiveram que trabalhar para ajudar no sustento da casa.

Em 1943, Violeta conheceu Luis Cereceda, com quem se casou quatro anos depois e teve dois filhos. Seu marido era um militante comunista e ela acabou envolvida com o movimento progressista. Sua carreira seguiu com performances de músicas de origem espanhola em restaurantes e teatros, época em que ficou conhecida como Violeta de Mayo. Em 1948, se separou do marido e passou a cantar com sua irmã, chegando a gravar algumas músicas. No ano seguinte, se casou com Luis Arce, com quem teve uma filha. Em 1952, teve mais uma filha.

Violeta Parra
Violeta Parra

No mesmo ano, influenciada pelo irmão, Nicanor Parra, passou a pesquisar a música folclórica chilena, compôs suas próprias músicas dentro desse estilo e abandonou o repertório anterior. Violeta Parra passou a se apresentar em universidades, suas músicas começaram a alcançar sucesso e ela teve seu próprio programa na rádio. Em 1955, foi convidada a se apresentar na Polônia, no “World Festival of Youth and Students”. Depois se mudou para Paris, onde gravou seus dois primeiros discos. Nessa época, sua filha faleceu no Chile.

Violeta Parra com a filha
Violeta Parra com a filha

No ano seguinte, de volta ao Chile, Violeta iniciou a gravação de uma série de discos folclóricos, incluindo composições próprias, realizou recitais nos grandes centros culturais de Santiago e viajou por todo o país para realizar pesquisas, organizar concertos, dar palestras e promover encontros sobre folclore. Além disso, lançou dois livros, um sobre sua pesquisa e outro sobre sua vida.

Além de seus pais e irmãos, seus filhos também acabaram por se envolver com a arte. Seus filhos Ángel Parra e Isabel Parra se tornaram importantes figuras no desenvolvimento da música chilena. Ángel também escreveu o livro Violeta se fue a los cielos, em que relata histórias e memórias íntimas de sua mãe e que serviu de base para a produção de um filme de mesmo nome, dirigido por Andrés Wood.

Violeta Parra
Violeta Parra

Em 1959, devido a uma hepatite que a forçou a ficar em casa, se dedicou a trabalhos manuais como pintura, tapeçaria e escultura. Após iniciar um romance com Gilbert Favre e partir para mais uma turnê europeia, Violeta se tornou a primeira artista solo latina americana a expor no Louvre.

De volta ao Chile, o casal acabou por se separar e Violeta se focou na criação de um centro comunitário para exposição de artes e ativismo político, a chamada peña. Após um período de sucesso, a falta de público e a tristeza de ter sido abandonada por Gilbert Fravre, que se mudou e casou-se com outra mulher na Bolícia, a levaram ao suicídio com um tiro na cabeça, em 1967.

Violeta Parra é conhecida como pioneira da nueva canción chilena, uma renovação e reinvenção da música folclórica do país com influência no trabalho de vários artistas na América Latina. Suas músicas mais famosas foram Gracias a la vida e Volver a los diecisiete, essa a última música escrita por ela.

 

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