Islândia – Kolugljúfur: O cânion aberto por uma troll

O cânion Kolugljúfur impressiona pelas paredes estreitas cortadas pelo Rio Víðidalsá. O lugar ficou conhecido por uma antiga lenda islandesa que diz que o cânion teria sido aberto pela troll Kola, uma criatura gigante que vivia na região. Segundo o folclore local, ela usava o desfiladeiro como moradia e até cozinhava salmões em uma cavidade nas rochas ao lado da cachoeira. A origem do nome também vem dessa história, já que Kolugljúfur significa algo como “o cânion de Kola”.

Apesar do visual dramático, o local ainda recebe menos visitantes do que atrações famosas do sul da Islândia. Isso acontece porque fica em uma área mais isolada e menos turística. A maneira mais prática de visitar o local é alugar um carro e fazer um road trip pela Ring Road, percorrendo a volta completa da ilha. Viajar por conta própria permite criar um roteiro flexível e parar em mirantes, cachoeiras e vilarejos ao longo do caminho, sem horários pré-determinados. No caso de Kolugljúfur, basta sair da rota principal pela estrada 715 e seguir alguns minutos por uma via de cascalho em boas condições na maior parte do ano. Um carro comum costuma ser suficiente no verão, enquanto veículos 4×4 oferecem mais segurança durante períodos frios ou chuvosos.

Ponte que cruza o cânion

Existe um pequeno estacionamento gratuito bem próximo da ponte que cruza o cânion, permitindo acesso rápido aos principais pontos de observação. A partir dali, basta caminhar poucos metros para alcançar os mirantes naturais. Não há estrutura turística completa, como centro de visitantes, restaurante ou banheiros, então vale levar água e lanches para a parada. Em dias de vento forte, comuns no norte islandês, é importante caminhar com atenção perto das bordas. Como o lugar ainda é relativamente pouco conhecido, normalmente o estacionamento não fica lotado, mesmo durante o verão.

Mirante natural

O cânion tem aproximadamente 1 km de extensão e chega a cerca de 50 metros de profundidade. Os mirantes naturais revelam ângulos diferentes das quedas d’água e das paredes de basalto esculpidas pela erosão, onde é possível observar diferentes camadas vulcânicas expostas. Alguns pontos ficam logo ao lado da ponte principal, enquanto outros exigem pequenas caminhadas pelas margens do desfiladeiro. O visual muda bastante dependendo da posição do sol e da quantidade de água no rio.

Risco de queda

Em certos trechos, o cânion fica bem estreito, aumentando a sensação de profundidade e força da correnteza. Embora as trilhas sejam simples e sem grande dificuldade técnica, o terreno irregular exige cuidado ao caminhar. Não existem grades em toda a extensão, sendo recomendado manter distância das bordas, principalmente em dias úmidos. Algumas áreas possuem pedras soltas ou solo instável. Kolugljúfur preserva um aspecto mais selvagem e natural, com pouca intervenção humana ao redor. Por isso, a responsabilidade do visitante é fundamental durante a caminhada.

Paisagem da região

A paisagem mistura formações vulcânicas escuras, água azul-esverdeada e diversas quedas d’água espalhadas ao longo da fenda. Um dos pontos mais impressionantes da visita é a vista superior da cachoeira. Da própria ponte já é possível enxergar a água despencando entre as paredes estreitas de rocha escura, com a espuma branca criando contraste marcante. Muitos visitantes fazem apenas uma parada rápida, mas vale caminhar pelas laterais para observar outros trechos da garganta.

Cachoeiras Kolufossar

O conjunto de cachoeiras é conhecido como Kolufossar. O sistema inclui três quedas principais: Efrifoss, Kolufoss e Neðri-Kolufoss, todas alimentadas pelo rio Víðidalsá. Embora não sejam muito altas, elas impressionam pelo grande volume de água e pela força da correnteza. Durante o verão e o degelo, a vazão costuma ficar mais intensa, criando um cenário ainda mais dramático. A altura total das quedas é de aproximadamente oito metros, mas a profundidade do cânion aumenta bastante o impacto visual. Como a região recebe menos turistas, a experiência geralmente é silenciosa e tranquila, diferente de cachoeiras mais famosas do país.

Quem visita Kolugljúfur, durante o trajeto entre as regiões oeste e norte, pode aproveitar para conhecer outros atrativos. A cidade de Hvammstangi fica relativamente próxima e é conhecida pelos passeios de observação de focas na península de Vatnsnes. Outra opção interessante é seguir pela Arctic Coast Way, rota turística que percorre vilarejos costeiros, montanhas e áreas pouco exploradas do país. Pelo caminho também existem pequenas cachoeiras, campos de lava e fazendas históricas típicas islandesas. Durante o inverno, ainda existe chance de observar aurora boreal em áreas afastadas das luzes urbanas.

Para se hospedar na região oeste da Islândia durante um road trip, uma opção interessante é o Fossatún Camping Pods, localizado próximo de Borgarnes. A hospedagem combina o clima de camping com mais conforto e privacidade, oferecendo pequenos pods de madeira cercados por montanhas, rios e cachoeiras. O local também possui opções de quartos privativos no Fossatún Country Hotel e uma hospedagem exclusiva para grupos de viagem no Fossatún Sunset Cottage. A localização estratégica ajuda bastante em roteiros entre Reykjavík e o norte do país, funcionando como uma boa parada durante a viagem pela Ring Road.

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