A Reykjafoss é uma cachoeira pouco conhecida que fica próxima à pequena localidade de Varmahlíð. Esse vilarejo funciona como ponto de apoio para quem explora a região de Skagafjörður, com postos de combustível, restaurantes e algumas opções de hospedagem. Apesar de discreta, a área é cercada por paisagens rurais típicas do norte islandês, com fazendas, montanhas suaves e rios glaciares.
A comunidade está às margens da Ring Road, a principal estrada do país, os turistas que optam por alugar um carro e fazer o circuito completo costumam passar próximo ao local. Como as distâncias a serem percorridas nessa região são muito grandes, vale a pena passar uma noite por aqui. Caso contrário, dá para fazer uma parada rápida e visitar alguns de seus atrativos antes de seguir viagem.

Vale a pena incluir no roteiro a histórica Víðimýrarkirkja, uma das poucas igrejas de turfa preservadas na Islândia. Construída em 1834, ela se destaca pelo uso de blocos de terra e cobertura de grama. Essa arquitetura tradicional islandesa ajudava a isolar o interior do frio intenso. O telhado coberto por vegetação viva se integra à paisagem ao redor, especialmente durante o verão, quando o verde fica mais vibrante. A fachada frontal contrasta com o restante da estrutura, sendo feita de madeira pintada de preto, com detalhes coloridos e uma porta central bem característica. Ao redor, o cenário rural, com campos abertos e montanhas ao fundo, reforça ainda mais o charme do local.

A igreja faz parte do Museu Nacional da Islândia, sendo aberta à visitação durante o verão. Caso esteja fechada, é possível espiar um pouco através das janelas. O interior é simples, mas cheio de detalhes históricos que revelam a tradição religiosa da região. Os bancos são dispostos de forma compacta, refletindo o tamanho reduzido da igreja, que atendia comunidades pequenas. Um dos destaques é o altar, decorado com uma pintura religiosa do século XIX, que adiciona cor ao ambiente predominantemente sóbrio. O teto baixo e o uso de madeira escura ajudam a manter o calor, além de reforçarem a sensação de intimidade. Quem tiver tempo sobrando, pode emendar com uma visita ao Byggðasafn Skagfirðinga, museu com diversas construções de turfa.

O acesso à Reykjafoss é simples e feito por uma estrada secundária de cascalho a partir da Ring Road. Próximo ao início da trilha, há uma pequena área de estacionamento sinalizada, onde foi instalada uma estrutura indicando cobrança de taxa. No entanto, até o momento da visita, não havia sistema de fiscalização e alguns viajantes ignoravam o pagamento. É importante notar que muitos estacionamentos do país fazem verificação por câmeras e as multas são pesadas para quem descumpre as leis de trânsito. Dito isso, o local é básico, sem infraestrutura turística como banheiros ou centro de visitantes. Por isso, é recomendável já chegar preparado, principalmente em relação ao clima e ao tempo de permanência.

A caminhada até a cachoeira é curta e agradável, com cerca de 15 a 20 minutos de duração em ritmo tranquilo. A trilha é praticamente plana e segue por campos abertos, atravessando uma paisagem rural típica da região. Durante o percurso, é comum ver ovelhas soltas, cercas de madeira e o rio que alimenta a cachoeira e acompanha parte do trajeto. O terreno pode ficar escorregadio em dias chuvosos ou com neve, então o uso de calçados adequados é recomendado.

O primeiro contato com Reykjafoss acontece a partir de um mirante natural ao longo da trilha, de onde já é possível observar toda a extensão da queda d’água. A cachoeira não é muito alta, mas impressiona pela largura e pelo volume do rio, que se espalha em múltiplos canais sobre formações rochosas. Esse ponto oferece uma visão mais ampla e segura, ideal para fotos panorâmicas. Em dias de sol, o contraste entre a água, as rochas escuras e o verde ao redor cria um cenário bastante fotogênico.

Para quem deseja uma experiência mais imersiva, é possível contornar a área e se aproximar da queda d’água. Esse trecho exige um pouco mais de atenção, já que o terreno é irregular, com pedras soltas e áreas úmidas. Não há uma trilha oficial bem marcada, mas é preciso respeitar os limites naturais do terreno. A perspectiva muda completamente em relação ao mirante, proporcionando uma visão mais intensa da cachoeira.

Seguindo além da cachoeira por alguns minutos, chega-se à Fosslaug, uma pequena piscina natural de água quente às margens do rio. Esse banho geotermal é gratuito e pouco conhecido, o que garante uma experiência mais tranquila em comparação com atrações mais populares. Em contrapartida, é pequeno, comportando cerca de dez pessoas com conforto. A água costuma ter temperatura agradável, mas pode variar conforme as condições naturais. Não há infraestrutura no local, como vestiários ou banheiros, então o ideal é já ir vestido com roupa de banho. Muitos visitantes aproveitam para alternar entre a água quente da piscina e a água fria do rio ao lado.
Para organizar melhor o roteiro, vale utilizar o mapa interativo acima, no qual estão marcados os principais pontos da região, incluindo Reykjafoss, Víðimýrarkirkja, Fosslaug e outros atrativos de toda a Islândia. Essa etapa é especialmente importante para quem está percorrendo o país de carro. O Byggðasafn Skagfirðinga, museu que preserva a história e o modo de vida tradicional da região, fecha nos meses de inverno. Os interiores recriam ambientes domésticos dos séculos XVIII e XIX, com móveis e objetos originais.
A pequena Varmahlíð oferece algumas opções de hospedagem, incluindo casas de hóspedes, hotéis simples e até acomodações em fazendas, que proporcionam uma experiência mais próxima da cultura local. Os preços costumam ser mais acessíveis do que em cidades maiores como Akureyri, especialmente fora da alta temporada. A região é tranquila e silenciosa, ideal para descansar após um dia de estrada. Além disso, a localização estratégica facilita o acesso a diferentes atrações naturais próximas, geralmente com menos turistas que nos pontos mais famosos. Ainda assim, é recomendável reservar com antecedência durante o verão, quando a demanda aumenta.

