Jalapão – Prainha do Rio Novo

O Jalapão é conhecido pelas suas belezas naturais, com destaque para os famosos fervedouros, onde águas transparentes brotando do subsolo. O que muitos turistas não sabem, antes de chegar à região, é que o parque oferece uma boa variedade de atrativos. Dessa vez destaco as praias de água doce à beira dos rios, algo que eu mesmo não esperava encontrar no roteiro.

Reservar este passeio

A maioria dos viajantes procura um passeio guiado pela região, já que é comum passar várias horas na estrada para alcançar os principais pontos turísticos. Eu recomendo o Tour pelo Parque Estadual do Jalapão, com duração de três a seis dias. Embora haja muitas paradas em comum, cada agência também inclui atrativos específicos no roteiro. Entre as praias fluviais mais conhecidas estão a Prainha do Rio Novo, a da Cachoeira da Velha, o Rio Soninho e a do Rio Formiga.

Rio Novo

Essas praias são ótimas para banho, descanso e contemplação, especialmente durante a estação seca. De maio a setembro, o tempo fica mais estável e os níveis dos rios baixam, formando faixas de areia. Eu viajei no início de junho, uma das épocas mais procuradas: já não chove, mas a vegetação ainda está exuberante. A primeira que eu visitei foi a Prainha do Rio Novo.

Banho na praia de água doce

O Rio Novo é um dos cursos d’água mais importantes e preservados do cerrado brasileiro, com cerca de 700 km de extensão.  Ele corta a região do Jalapão com águas extremamente limpas, de coloração esverdeada ou azulada, dependendo da incidência de luz e do trecho do rio. A vegetação ciliar ao longo de seu percurso é essencial para manter a qualidade da água e também abriga uma rica biodiversidade. Eu recomendo ir preparado para o banho, já que a temperatura é morna e agradável durante todo o ano.

Água límpida e temperatura agradável

Mesmo estando localizado em uma região protegida e pouco povoada, o rio já esteve ameaçado por projetos de construção de pequenas centrais hidrelétricas e mineração. Essas propostas foram amplamente contestadas por ambientalistas, comunidades locais e guias turísticos. Isso porque o curso d’água alimenta diversas nascentes, fervedouros, cachoeiras e praias fluviais.

Limite da área de nado

Falando em proteção, é preciso respeitar as barreiras físicas para sua própria segurança. Como a correnteza é forte no leito do rio, é comum que as praias tenham demarcações indicando as áreas permitidas para banho. Outros trechos são usados para atividades de aventura, como rafting e flutuação, também mais comuns durante a estação seca.

Sol intenso

É sempre importante lembrar que o calor é intenso na região durante todo o ano. Por isso, leve roupas leves, protetor solar, chapéu, toalha e repelente. Eu também recomendo o uso de calçados que possam ser molhados. Eu levei sapatilhas aquáticas (https://amzn.to/3SYI49V), que podem ser usadas tanto para caminhada quanto para entrar na água.

Artesanato com capim dourado

A infraestrutura turística é limitada, e raramente há bares ou quiosques. Por isso é sempre bom ter água e lanches consigo – as agências de passeio também costumam oferecer algo em horários programados. Antes ou depois de passar no atrativo, também é possível dar uma parada no Restaurante e Sorveteria Flor do Jalapão, onde eu fui almoçar. Ele fica na Comunidade Quilombola do Rio Novo e também tem uma pequena lojinha de artesanato que merece ser conferida.

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No mapa interativo acima é possível ver esse e outros atrativos da região. Embora a estrutura tenha melhorado muito, incluindo o asfaltamento de muitas estradas, ainda é preciso percorrer trechos de terra para chegar a boa parte dos atrativos. Para quem vai alugar um carro e fazer tudo por conta própria, é importante escolher um veículo maior e com tração 4×4.

Para os passeios nessa parte do parque, recomendo buscar uma hospedagem em Mateiros, que possui algumas pousadas com boa estrutura. A comunidade fica a cerca de 45 km das praias de água doce, mas há outros atrativos no caminho, como o pôr-do-sol nas dunas.

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