Os principais atrativos da região ficam bem espalhados, alguns a dezenas de quilômetros de distância, como as geleiras do Parque Nacional Los Glaciares,que desaguam no lago citado acima. Como El Calafate conta com aeroporto, também há quem use a cidade como ponto de partida para ir a lugares como El Chaltén e Torres del Paine.

Mas também vale a pena dar uma volta dentro da cidade, que conta com centenas de opções de hospedagens entre casas, apartamentos, hotéis, albergues e outros. A minha prioridade nas buscas foi encontrar um lugar na parte central, o que facilitaria o acesso aos restaurantes, lojas e agências de turismo.

Acabei escolhendo o Hotel Kosten Aike, que me permitiu explorar essa região em caminhadas curtas. Dali, por exemplo, eu fui até a Reserva Laguna Nimez, uma área de proteção ambiental que serve como moradia de diversas espécies de aves aquáticas e terrestres, além de ser ponto de parada para os pássaros migratórios. Não é um passeio obrigatório, mas achei uma boa pedida para quem tem tempo livre e quer fazer algo tranquilo.

Outra opção é ir pelo calçadão até o Cartel de El Calafate. As placas com nome da cidade sempre atraem turistas que querem registrar a sua visita, mas essa é especial porque fica às margens do Lago Argentino. Ele é um dos maiores do país, com cerca de 1,4 km2 de superfície e profundidade média de 150 metros. Trata-se de um ótimo ponto para acompanhar o pôr-do-sol.

Um lugar que eu descobri por acaso foi a Intendencia Parque Nacional Los Glaciares, que abriga a parte administrativa da reserva natural e o Centro de Turismo. Ali o visitante pode buscar informações diversas, acessar a internet e usar os banheiros. Mas, além disso, o jardim é bastante agradável e tem esculturas e objetos em exposição contando a história da cidade e da região.

O principal ponto de referência do centro da cidade é a Avenida del Libertador. Eu não sou de fazer compras durante as minhas viagens, mesmo porque costumo andar com o mínimo possível de bagagem. Mas gosto de visitar as lojas e mercados para conhecer os produtos regionais. A Arte Indio me chamou a atenção por ser bem grande e diversificada, contando com uma infinidade de peças de artesanato, vestuário, acessórios, lembrancinhas, chás, doces, licores e outros.

Também entrei em algumas galerias de lojas como o Paseo de Artesanos e La Aldea de Gnomos. Obviamente que, pela localização e o potencial turístico da cidade, os preços são um pouco elevados. Mas, como o peso argentino estava bastante desvalorizado no momento da minha viagem, eu achei que muita coisa valia a pena. Além disso, eu estava com o cartão de débito internacional, que usa a cotação mais vantajosa do dólar paralelo no país.

Como eu gosto de explorar livremente, acabo descobrindo alguns cantinhos mais escondidos. Um exemplo disso foi o Vivero Raices del Sur, que eu nem sabia do que se tratava e fui entrando. Basicamente, é uma floricultura cheia de plantas bem cuidadas e bonitas, apesar das condições climáticas intensas da região. Era começo de outono e eu gostei de dar uma volta rápida pelo seu pequeno jardim.

Obviamente, muitos turistas passam por essa região central para comer no almoço ou no jantar, ao final do dia de passeio. Um dos estabelecimentos que me recomendaram foi o Isabel Cocina al Disco, focado na tradicional gastronomia patagônica e argentina. Eu pedi a trucha clásica – um salmão com alho, cebola, cenoura, aipo, pimentão, ervilha, tomate, cebolinha e batatas fritas rústicas. O prato vem em um panelão redondo (al disco) e serve muito bem três pessoas.

Ali pertinho fica a Primera Vivienda, uma casinha muito antiga da cidade que eu não consegui ver direito porque o portão estava fechado e a vegetação tampava a vista. Também próximo está a Iglesia Santa Teresita del Niño Jesús, essa sim aberta à visitação. Construída na década de 1960, ela é pequena, mas parece mais ampla devido à sua decoração simples. O que eu mais gostei foi do jardim, que estava bonito com as cores de outono.

Seguindo pela avenida principal, passei pela Plaza de los Pioneros e subi uma escadaria que leva até o Mirador de la Ciudad. Além da parte urbana, dali dá para ver parte do lago e as montanhas nevadas ao fundo. Além disso, tem um segundo letreiro com o nome da cidade.

Outro atrativo, que fica a pouco mais de 1 km de distância desse mirante, é a Estancia 25 de Mayo. Eu inclui um fim de tarde na fazenda e jantar típico com show folclórico na minha programação para dar mais variedade à minha viagem e achei a experiência bem interessante. É uma oportunidade de conhecer um pouco mais sobre a história local, além de experimentar um tradicional churrasco argentino. Também passei no supermercado La Anónima para comprar lanches levados durante os passeios e mais algumas coisas.
O mapa interativo acima mostra os pontos que citei nessa e em outras postagens sobre a minha viagem por El Cafalate. Para ver mais detalhes, como os nomes das ruas e outras opções de restaurantes, lojas e agências de viagem, basta aproximar com o zoom.