Islândia – Reykjadalur: Rio de águas termais

O Reykjadalur, conhecido como “Vale do Vapor”, abriga um dos rios termais mais famosos da Islândia. Localizado próximo à cidade de Hveragerði, o vale combina trilha moderada, paisagens vulcânicas e águas aquecidas naturalmente. É um destino imperdível para quem gosta de trilhas e o banho de água quente recompensa todo o esforço ao final da caminhada.

Reservar este passeio

Aqueles que preferem passeios guiados podem contratar a trilha pelo vale de Reykjadalur. O passeio sai de Reykjavík e começa com uma parada no Lago Kleifarvatn, que fica a cerca de 40 minutos de distância. Depois, visita-se a área geotérmica de Seltún, com lamas borbulhantes e fumarolas. Em seguida, 40 minutos de tempo livre para almoçar em Hveragerði. A horticultura sustentável é alimentada pela energia geotérmica da região. No período da tarde, é feita a trilha pelo vale com banho de rio quente.

Outra opção é fazer tudo por conta própria, mas isso exige um nível maior de planejamento. A consulta ao mapa interativo acima é fundamental, sendo possível aproximar para ver a região com mais detalhes. Para quem alugar um carro, o atrativo está a cerca de 45 km de Reykjavík. Recomenda-se verificar a previsão do tempo antes da visita, já que ventos fortes e chuva podem dificultar o percurso.

Se a ideia é explorar a área com mais calma, pode-se buscar uma hospedagem na cidade de Hveragerði. Ela é conhecida como a “capital geotérmica” da Islândia devido à intensa atividade vulcânica presente em seu subsolo e se destaca pelas estufas aquecidas naturalmente, que permitem o cultivo de flores, legumes e frutas durante todo o ano. O vapor saindo do chão faz parte do cotidiano da cidade e pode ser visto em diversos pontos. Ela ainda conta com boa estrutura turística, com restaurantes, mercados, hotéis e cafés. O ambiente tranquilo, aliado à natureza ao redor, faz dela uma parada estratégica para quem explora o sul do país.

Estacionamento pago

Para a visita ao vale, o estacionamento é pago e costuma encher rapidamente na alta temporada dos meses de verão. A área é aberta durante todo o ano, mas no inverno pode haver neve. Mesmo assim, o acesso geralmente permanece liberado. Há um pequeno centro de apoio com uma cafeteria e banheiros simples, mas quem chega cedo pode encontrá-lo fechado.

Ponte no início do caminho

Saindo do estacionamento, os visitantes atravessam uma pequena ponte sobre um riacho. Esse ponto marca oficialmente a entrada no vale. A estrutura é segura e bem conservada. Muitas pessoas param para fotos nesse trecho. É também um bom momento para ajustar mochilas e equipamentos antes da subida principal. A partir dali, o cenário muda gradualmente.

Informações no início da trilha

A trilha tem aproximadamente 3,5 km por trecho, totalizando cerca de 7 km ida e volta. O desnível é moderado, com subida gradual ao longo do caminho. Em média, a caminhada leva de 45 minutos a 1 hora em cada sentido. O trajeto é bem marcado e fácil de acompanhar, com terra e pedras, mas alguns trechos podem ficar escorregadios após chuvas. Em dias de maior movimento, é comum ver vários grupos caminhando. É importante usar calçados e roupas adequados, levando lanche e água suficiente para passar o dia.

Vapores das fumarolas

Durante a caminhada, é possível observar diversas fumarolas espalhadas pelo vale, mostrando claramente a atividade vulcânica da região. Em dias frios, o contraste do vapor com o ar gelado cria um efeito visual impressionante. O cheiro de enxofre é perceptível em algumas áreas, mas não chega a incomodar. É importante não se distanciar da trilha, já que o solo pode ser instável.

Djupagilsfoss

Um pouco além da metade do caminho, o visitante avista a cachoeira Djupagilsfoss. O local é ótimo para uma pausa durante a caminhada e muitas pessoas aproveitam para descansar e tirar fotos. Como a queda é pequena e o volume de água pode estar baixo dependendo da estação, ela não chama tanto a atenção quanto outras cachoeiras do país. Diferente do rio termal do final da caminhada, suas águas não são aquecidas geotermicamente.

Chegada às piscinas naturais

Ao final da trilha, surge o famoso rio de águas termais. Passarelas de madeira acompanham parte do curso do rio, que é represado com pedras para criar pequenas piscinas naturais para banho. A paisagem ao redor é aberta, com montanhas e vapor ao fundo. A dica é testar a temperatura da água em diversos pontos, procurando o ponto ideal para cada pessoa. O rio é mais quente na parte superior do rio.

Trocador de roupas

Perto da área de banho, existem divisórias simples que funcionam como trocadores abertos. Não há privacidade total. Por isso, muitos visitantes já iniciam a trilha com roupas de banho por baixo da roupa normal. Não há armários, guarda-volumes ou qualquer tipo de cobertura. Recomenda-se levar mochila impermeável, já que o clima muda rapidamente e os banhistas podem ser surpreendidos por chuvas passageiras.

Banho nas águas quentes do rio

Mesmo em dias frios, a temperatura da água varia entre 30 °C e 40 °C, dependendo do ponto escolhido. O fundo do rio é de pedras lisas e areia, sendo interessante usar sapatilhas aquáticas para maior conforto. Não há limite oficial de tempo para permanecer na água. Muitos visitantes ficam entre 30 minutos e 1 hora.

Regras de visitação

Há algumas recomendações importantes para preservar o ambiente. É proibido usar sabonete, shampoo ou qualquer produto químico no rio. Não é permitido entrar com bebidas alcoólicas. O lixo deve ser levado de volta pelo visitante. Não é permitido acampar ou acender fogueiras. Deve-se respeitar as áreas sinalizadas e caminhar somente na trilha demarcada. Animais de estimação devem permanecer na coleira. O respeito aos outros banhistas também é essencial.

Tempo livre de banho

Quem faz o passeio guiado precisa estar atento ao horário combinado para iniciar o retorno. Já quem vai por conta própria pode curtir com mais tranquilidade, mas deve considerar o tempo da caminhada até o estacionamento para não ficar até o anoitecer. O ideal é reservar pelo menos uma manhã ou tarde inteira.

Rio com águas geotermais

Embora a temperatura do banho seja bastante agradável, é preciso enfrentar o frio na saída. O ideal é levar toalha para se secar mais rapidamente e trocar a roupa de banho por uma seca, com a ajuda de outra pessoa para formar uma barreira visual. O passeio é uma excelente alternativa para quem busca contato direto com a natureza e banho termal mais barato, já que os spas famosos como a Blue Lagoon cobram valores altos. Sem dúvida, é um dos passeios imperdíveis no sul do país.

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