A Blue Lagoon é uma das atrações mais emblemáticas da Islândia e um dos spas geotérmicos mais famosos do mundo. Sua história começa na década de 1970, quando a usina geotérmica de Svartsengi passou a liberar água quente rica em minerais sobre um campo de lava. Com o tempo, formou-se uma lagoa de coloração azul-leitosa, resultado da alta concentração de sílica. Inicialmente vista apenas como um subproduto industrial, a área chamou atenção pelos efeitos positivos na pele. Estudos confirmaram suas propriedades terapêuticas, especialmente para problemas dermatológicos. A partir disso, o local foi estruturado para receber visitantes.

Isso inclui duas hospedagens dentro do próprio complexo. O The Retreat é a opção mais exclusiva, voltada para quem busca luxo e privacidade. Ele oferece suítes sofisticadas, spa subterrâneo, restaurante de alta gastronomia e acesso a uma lagoa reservada apenas para hóspedes. Já o Silica Hotel apresenta uma proposta mais intimista, com atmosfera tranquila e design minimalista. Seus hóspedes também têm acesso exclusivo a uma lagoa privativa, separada da área principal.

A entrada na Blue Lagoon é controlada por meio de ingressos com data e horário marcados. Por ser uma das atrações mais procuradas do país, os ingressos costumam se esgotar rapidamente e comprar com antecedência é fundamental, preferencialmente ao menos um mês antes da viagem. Além disso, há diferença de preços dependendo do horário e os pacotes mais baratos costumam esgotar primeiro. A compra deve ser feita na página oficial. Caso tenha dificuldade com o idioma ou quiser parcelar a compra, há a opção de fazer a compra em site parceiro.

Existem diferentes tipos de ingresso para atender perfis variados de visitantes. O plano Comfort é o mais básico, incluindo entrada, uma máscara de sílica, uso de toalha e uma bebida não alcoólica à escolha. O Premium adiciona uma segunda máscara facial, roupão, toalha extra e uma taça de espumante em um dos restaurantes. Já o Signature é o mais completo, incluindo os itens anteriores mais chinelos e um conjunto completo de máscaras premium de levar para casa.
A Blue Lagoon está situada na Península de Reykjanes, no sudoeste da Islândia, em uma área de intenso vulcanismo. Ela fica a cerca de 50 km de Reykjavík e aproximadamente 20 km do Aeroporto Internacional de Keflavík. Essa localização estratégica faz com que muitos viajantes incluam a visita no dia de chegada ou de saída do país. O acesso pode ser feito de carro alugado, com estacionamento gratuito, amplo e bem organizado no local. Também existem transfers regulares saindo da capital e do aeroporto. Por fim, dá para comprar o ingresso + transporte, ótima opção para quem não pretende dirigir.

O sistema de horário marcado é um dos pontos-chave da organização e permite controlar o fluxo de visitantes, garantindo uma experiência mais confortável dentro da lagoa. É recomendado chegar com pelo menos 30 minutos de antecedência para fazer o check-in com tranquilidade. Nesse tempo, o visitante recebe orientações, troca de roupa e guarda seus pertences. A tolerância para atrasos é limitada, e quem chega muito depois do horário pode não conseguir entrar. Após o acesso, não há um tempo máximo de permanência. Assim, cada pessoa pode aproveitar a lagoa no seu próprio ritmo.

Logo na entrada, todos os visitantes recebem uma pulseira eletrônica. Ela é usada para abrir e fechar o armário no vestiário, dispensando chaves físicas. Funciona como comanda de consumo e acesso a determinadas áreas, de acordo com o tipo de ingresso adquirido. Esse sistema torna a experiência mais prática e evita a necessidade de levar dinheiro ou cartões durante o banho. O acerto é feito em totens de auto-atendimento ou diretamente com funcionários na hora da saída.

O complexo é amplo, mas muito bem organizado e sinalizado. Os mapas do local estão disponíveis logo na entrada e em pontos estratégicos. Eles ajudam a identificar os atrativos no entorno da lagoa principal, como a estação de máscaras, saunas e salas de vapor. Entre as opções de alimentação, estão o bar molhado, o café e restaurantes. Como os valores são elevados, uma recomendação válida é se alimentar antes de ir para o atrativo.

A lagoa tem uma profundidade rasa, permitindo que a maioria das pessoas fique em pé confortavelmente. As áreas mais fundas chegam a 1,45 metros, enquanto as bordas ficam por volta de 0,9 metros. A água fica a uma temperatura entre 37 °C e 40 °C ao longo de todo o ano graças à atividade geotérmica constante. O contraste entre a água quente e o ar frio amplia a sensação de bem-estar e conforto durante o banho. O vapor que se forma contribui para o clima quase surreal do lugar.

As máscaras faciais fazem parte da experiência. A de sílica está incluída em todos os ingressos e é conhecida por suas propriedades purificantes e suavizantes. Ela ajuda a remover oleosidade e deixar a pele mais macia. Nos planos superiores, há opções adicionais. As máscaras são voltadas para hidratação, revitalização e equilíbrio da pele. Elas são aplicadas diretamente na lagoa e rendem fotos divertidas.

As saunas e salas de vapor complementam o circuito de relaxamento. Elas estão distribuídas ao redor da lagoa e são de acesso livre para os visitantes. O calor seco das saunas contrasta com a umidade da lagoa e ajuda a relaxar os músculos. Outras utilizam o vapor geotérmico natural da região. Alternar entre a lagoa quente, as saunas e um banho gelado de ducha faz parte da experiência. Como a maioria das pessoas fica na lagoa, esses espaços não são muito concorridos.

Existem zonas com propostas diferentes para atender a todos os perfis. A área de silêncio é destinada a quem busca relaxamento total, com conversas e uso do celular desencorajados. O ambiente mais contemplativo é ideal para desacelerar e aproveitar o som da água e da natureza ao redor. Em contrapartida, há áreas mais sociais, principalmente nas proximidades do bar molhado. Essa divisão torna a experiência mais equilibrada.

A cachoeira artificial é pequena, mas a queda d’água é suficiente para criar uma pressão sobre ombros e costas, funcionando como uma massagem natural. Muitos visitantes aproveitam o local para aliviar tensões musculares, especialmente após longos dias de viagem. A temperatura da água na cachoeira é a mesma da lagoa, mantendo o conforto.

A experiência muda bastante conforme a estação do ano. No verão, os dias são longos, com luz natural até quase meia-noite, e o clima é mais ameno. A paisagem ao redor fica mais clara e o acesso é facilitado. Já no inverno, o cenário se transforma com neve, vapor intenso e temperaturas externas negativas, o que torna o banho ainda mais marcante. Em noites de céu limpo, existe a possibilidade de observar a aurora boreal.

É inegável que a Blue Lagoon é um atrativo caro, mas a experiência vai muito além de um simples banho em água quente. O local reúne história, geotermia, paisagem vulcânica e bem-estar em um só lugar. Seja para relaxar após um voo longo ou para encerrar a viagem com chave de ouro, a visita costuma ser memorável. É uma parada que justifica plenamente sua fama mundial.