Retrospectiva 2025 – Viagens

Embora com um considerável atraso, eu não poderia deixar de fazer uma retrospectiva das viagens feitas no ano passado. Ao longo de 2025, percorri lugares muito distintos entre si, tanto no Brasil quanto no exterior. Destaco abaixo os principais destinos visitados nas minhas férias.

Arraial do Cabo

O ano começou com uma viagem para passar o réveillon na praia com um grupo de amigos. O destino escolhido foi Arraial do Cabo, no estado do Rio de Janeiro. Por ser alta temporada, a cidade estava bastante cheia. Embora isso não tenha me incomodado tanto quanto eu imaginava, é inegável que ir fora da alta temporada permitiria aproveitar bem mais as praias, trilhas e outros atrativos da região.


Puerto Varas

A primeira viagem internacional veio em março. Surgiu uma promoção de passagem e garanti a ida ao Chile, começando por Puerto Varas. A cidade serve como base para os passeios na região. Para economizar e ter mais liberdade na programação, optei por alugar um carro e fazer tudo por conta própria, visitando pequenas cidades à beira do lago, trilha na montanha com vista para o vulcão, passeio de barco, cachoeira e outros.

Santiago do Chile

O segundo destino no país foi a capital Santiago. Essa eu já conhecia, então reservei apenas dois dias para explorar o centro histórico, museus e subida nos cerros. Também fiz algumas coisas inéditas, como visitar um templo, conhecer vinícolas e ir a restaurantes diferentes. Saindo da cidade, passei um dia em Valparaíso e Viña del Mar. Mantenho a opinião de que não são destinos imperdíveis, mas têm suas belezas.

Cajon del Maipo

Por fim, aluguei novamente um carro e parti com destino ao Cajon del Maipo. Com isso, pude curtir sem pressa os atrativos. O que mais me agradou foram as piscinas termais com vista para as montanhas. Importante notar que eu viajei no verão. No inverno, a estrada fica perigosa para quem não conhece a região e não está acostumado a dirigir na neve.


Toronto, no Canadá

A segunda viagem grande do ano começou com uma escala demorada no Canadá. Com mais de 12 horas de espera pelo voo final, aproveitei para dar uma volta por Toronto. Eu já havia visitado a cidade em outras ocasiões. Mas, como fazia muitos anos, aproveitei para rever alguns lugares e conhecer novos. Destaque para o passeio de barco feito no lago com uma vista panorâmica. Na volta também teve uma escala, não tão longa quanto a da ida. Dessa vez, o destino foi Montréal e estava um dia lindo, com o sol rachando. Nunca imaginei que sentiria tanto calor nesse país, mas deu para aproveitar dando uma volta no centro histórico.


Reykjavík, a capital da Islândia

Mas a viagem mesmo era para a Islândia, país que eu já queria visitar há muito tempo, mas estava adiando por ser um destino bem caro. Eu e meu companheiro de viagem escolhemos alugar um carro 4×4 e dar a volta completa na ilha. Mas primeiro, passamos alguns dias na capital Reykjavík. Deu para conhecer museus muito interessantes e fazer bate e volta para alguns atrativos próximos. Depois, peguei a estrada para percorrer uns 1.200 quilômetros em dez dias.

Piscinas termais de água vulcânica

Embora eu tenha usado diversas cidades como ponto de apoio, a maioria dos atrativos ficavam espalhados pelas estradas. Vou dar uma visão geral do que é possível visitar. As piscinas termais são bem famosas. Alimentadas por águas naturalmente aquecidas no subsolo vulcânico, elas podem ser mais naturais ou fazer parte de complexos arquitetônicos com spa e hospedagem. Os preços também variam muito, sendo possível até mesmo encontrar algumas mais rústicas e gratuitas.

Caverna de gelo no glaciar

Os glaciares me impressionaram muito. São enormes massas de gelo milenares que se arrastam lentamente montanha abaixo, convivendo com áreas de atividade vulcânica. Foi um dos poucos passeios pagos que eu fiz no país. Apesar do preço elevado, valeu muito a pena pela experiência única de entrar em cavernas de gelo.

Lago formada pelo derretimento dos glaciares

O derretimento das geleiras forma diversas lagoas glaciares, extensos espelhos d’água onde blocos de gelo flutuam lentamente em constante transformação. Limitei-me a caminhar pelo entorno de algumas delas, mas também é possível fazer passeios de barco.

Caverna formada pela passagem da lava vulcânica

Além daquelas formadas por gelo, também é possível entrar em cavernas de lava. Essas formações geológicas são originadas pelo escoamento de magma durante erupções vulcânicas, quando a superfície da lava se solidifica e o material interno continua a fluir, deixando túneis naturais. Elas contam com estruturas internas complexas que servem como registro dos processos vulcânicos e da dinâmica interna da crosta terrestre.

Campo de lava

Já na superfície, temos os campos de lava. Extensas áreas moldadas por antigas erupções vulcânicas mostram o magma solidificado formando superfícies irregulares, fissuras e desenhos naturais únicos. Com o passar do tempo, muitos desses campos foram recobertos por musgos e líquens, criando um contraste visual marcante entre a rocha escura e o verde suave da vegetação.

Gêiseres e fumarolas

Também são visíveis nas áreas vulcânicas alguns gêiseres, caracterizados por erupções periódicas de água quente e vapor impulsionadas pela pressão subterrânea. Nessas áreas havia muitas fumarolas por onde escapam vapores e gases aquecidos, algumas com odores característicos e solos coloridos pela deposição de minerais. Além disso, tem as poças fumegantes de água e lama.

Vulcões com erupções recentes

Obviamente também tem os vulcões em si. É possível, em determinadas circunstâncias, testemunhar erupções vulcânicas, mas eu não tive essa sorte (ou azar). O que fiz foi visitar um campo de lava recente, formado nos últimos anos. Ao tentar subir para os mirantes que proporcionariam uma vista da cratera, entretanto, estava ventando tão forte que desisti da empreitada.

Cachoeiras impressionantes

O terreno acidentado é tomado por diversas cachoeiras. Alimentadas por rios glaciais e pelo degelo, apresentam grande volume de água e quedas expressivas, muitas vezes acessíveis por trilhas curtas. Cada cachoeira possui características próprias, variando em forma, altura e contexto paisagístico, o que reforça a diversidade natural do país. Sinceramente, não consigo eleger qual é a mais bonita.

Cânion com colunas balsáticas

Os cânions são formados pela ação combinada de rios glaciais, degelo e eventos vulcânicos ao longo de milhares de anos. Profundos e sinuosos, eles revelam camadas geológicas expostas, quedas-d’água e vegetação adaptada a condições extremas. Alguns têm colunas basálticas, que se destacam pelo formato geométrico.

Praias de areia preta e ondas perigosas

Essas colunas também aparecem nas praias de origem vulcânica, com extensas faixas de areia negra formadas por rochas basálticas. Com água gelada e fortes ondas traiçoeiras, elas acabam sendo apenas contemplativas. Eu visitei diversas, cada uma com características únicas. Esculpidas pela ação contínua das ondas e dos ventos, as falésias abrigam colônias de aves marinhas e oferecem panoramas amplos e dramáticos.

Igreja com técnica de turfa

A parte cultural também está presente. Além de diversas lendas locais, conheci as casas de turfa. Achei interessante ver as estratégias tradicionais de adaptação ao clima rigoroso. Construídas com blocos de terra e vegetação, elas oferecem isolamento térmico eficiente e se integram visualmente à paisagem. Algumas estão preservadas como museus ou sítios históricos.

Espetáculo da aurora boreal

Por fim, também pude ver a aurora boreal, mesmo visitando o país no começo do outono, sendo que o fenômeno é mais presente nos meses rigorosos do inverno. O efeito acontece com a interação entre partículas solares e o campo magnético da Terra, manifestando-se em forma de luzes coloridas que se movem no céu noturno.


Mucuri, no sul da Bahia

Durante o ano, fiz diversas outras viagens menores para visitar família, aproveitar festivais de música e somente tirar uns dias para fugir do cotidiano. Já para o réveillon, fui para a simples e tranquila Mucuri, na Bahia. Esse ano nem teve evento por lá, mas deu para tirar uns dias de descanso e recuperar a energia para o novo ano. E já tenho algumas viagens programadas para 2026!

Deixe uma resposta