Em 2025, acompanhei séries que trataram da sexualidade, do comportamento humano, do trabalho, das redes sociais e de violência. Algumas eu já esperava que fossem me agradar, enquanto outras me surpreenderam positivamente, mesmo sem grandes expectativas. Esta postagem reúne impressões pessoais sobre o que assisti ao longo do ano, destacando o que funcionou e o que me incomodou. Primeiro, falo das séries desse ano que mais me agradaram. Depois, cito as outras que assisti, deixando em negrito as que foram inéditas para mim.

Heated Rivalry
Adaptada do romance de mesmo nome, acompanha a relação intensa e secreta entre dois jogadores rivais de hóquei que, ao longo dos anos, precisam conciliar a competitividade extrema com sentimentos que fogem completamente do controle. Apesar de ter ganhado notoriedade pelas intensas cenas de sexo, vai muito além disso e toca em temas profundos como homossexualidade no esporte, relacionamentos familiares e auto-aceitação.

The last of us – 2ª temporada
A segunda temporada traz uma narrativa mais sombria e complexa, explorando temas como vingança, culpa, luto e as marcas irreversíveis da violência. Apesar do alto nível técnico e das atuações intensas, algumas escolhas de roteiro me fizeram gostar um pouco menos desses episódios. Ainda assim, a série continua provocando reflexões profundas sobre escolhas e suas consequências em um universo pós-apocalíptico brutal.

Ruptura – 2ª temporada
Nesta nova leva, a série explora os efeitos psicológicos e sociais da separação entre vida pessoal e profissional, além de revelar mais camadas da misteriosa empresa e das pessoas presas ao seu sistema. Com narrativa inteligente, estética minimalista e uma abordagem inquietante dos dilemas contemporâneos sobre trabalho, controle e alienação, mantém o público em constante estado de tensão e curiosidade.

Vinagre de maçã
Gostei particularmente desta por ser inspirada em fatos reais. Acompanhamos a ascensão de uma influenciadora digital no universo do bem-estar que vende promessas de cura e um estilo de vida saudável, enquanto sua imagem pública começa a entrar em choque com a realidade. Destaque para a forma como a série expõe os mecanismos de manipulação, a vulnerabilidade emocional do público e a facilidade com que mentiras podem se transformar em negócios lucrativos.

Adolescência
A prisão de um adolescente acusado de um crime grave reverbera na família, na escola e na comunidade. A narrativa em plano-sequência cria uma sensação constante de urgência e desconforto, colocando o espectador dentro do drama de maneira quase claustrofóbica. O garoto no papel principal principal é fantástico em cena. Dos quatro episódios, houve apenas um de que eu não gostei tanto.

Cassandra
Uma casa inteligente é equipada com uma antiga assistente virtual, cuja função é organizar a rotina doméstica. Aos poucos, a robô começa a assumir contornos cada vez mais inquietantes, deixando de ser uma aliada e interferindo diretamente nas decisões e na liberdade dos moradores. Comecei a assistir achando que seria algo bem tosco, mas acabei gostando e até achando engraçado.
Imperdíveis
The last of us – 1ª temporada (2023)
Stranger things – 1ª temporada (2016) – 5.0
Ruptura – 1ª temporada (2022)
Normal people (2020) – 4.5
Ótimos
Stranger things – 2ª temporada (2017) – 4.0
Stranger things – 3ª temporada (2019) – 4.0
Trapped (2015) – 4.0
Stranger things – 4ª temporada (2022) – 3.5
Servant – 1ª temporada (2019) – 3.5
Bons
Stranger things – 5ª temporada (2025) – 3.0
Pluribus (2025)
The White Lotus – 3ª temporada (2025)
Silo – 2ª temporada (2025)
O eternauta (2025)
A vida e a história de Madam C.J. Walker (2020)
Ruins
Inferno em La Palma (2024)