Jalapão – Fervedouro do Ceiça

O Fervedouro do Ceiça tem um lugar especial na história do turismo no Jalapão. Foi o primeiro fervedouro da região a ser descoberto, ter seu potencial turístico reconhecido e ser aberto à visitação. Não à toa, até hoje ele é um dos mais procurados por quem deseja viver a experiência única de flutuar sem afundar em águas cristalinas.

Reservar este passeio

A maioria dos visitantes contrata um Tour pelo Parque Estadual do Jalapão, cuja duração pode ser de três a seis dias. Essa é a forma mais cômoda de fazer o passeio, pois além de não precisar planejar nada, ainda se poupa de dirigir longas horas por estradas de terra. Já para quem preza pela liberdade de definir sua programação e ficar quanto tempo quiser em cada ponto turístico, vale a pena alugar um carro e fazer tudo por conta própria. 

Trilha tranquila

Além da beleza, o Fervedouro do Ceiça se destaca pela boa infraestrutura. O espaço conta com vestiários, restaurante e área de descanso, o que torna a visita ainda mais confortável. O acesso é feito por uma curta trilha sem grandes dificuldades, basicamente uma caminhada agradável em meio à vegetação nativa. Durante o trajeto, os guias apontavam as espécies de árvores e plantas nativas da região, além de curiosidades sobre o atrativo.

Biodiversidade do cerrado

Os fervedouros são nascentes de água cristalina que brotam do lençol freático com grande pressão através de um solo composto por areia fina de quartzo. Essa pressão faz com que a água suba constantemente, empurrando a areia para cima e criando um efeito curioso: quem entra no fervedouro não consegue afundar, mesmo tentando. É como se o corpo flutuasse em suspensão, o que torna a experiência única. Esse fenômeno não acontece em qualquer lugar, por isso os fervedouros do Jalapão são tão especiais e considerados verdadeiros tesouros naturais do Tocantins. Por fim, os fervedouros costumam estar cercados por vegetação densa, como buritis e veredas, que ajudam a manter a qualidade da água e a proteger o ecossistema, além de conferirem um visual único.

Normas de visitação

Esse e outros atrativos da região fazem parte do Parque Estadual do Jalapão, uma das maiores e mais bem preservadas unidades de conservação do cerrado brasileiro. Ele ocupa uma área de cerca de 34 mil hectares e foi criado em 2001 com o objetivo de proteger os ecossistemas naturais da região e promover o turismo de forma sustentável. Nos fervedouros, por exemplo, há uma quantidade máxima de pessoas para entrar na água simultaneamente e limites de tempo. Também não é permitido usar protetor solar e repelente antes de entrar na água.

Fila de espera

Como o Fervedouro do Ceiça é bastante popular, é recomendável chegar cedo ou reservar com antecedência, especialmente em feriados e na alta temporada. Os meses da estação seca, de maio a setembro, são os mais procurados, pois as estradas ficam mais acessíveis e não é agradável fazer passeios externos com chuva. Eu fui no começo de junho, quando as chuvas já haviam cessado, mas o volume de água ainda está alto e a vegetação exuberante.

Registro fotográfico

Acho importante deixar claro como funciona a visitação para que não se crie expectativas irreais. Quando chegamos, já havia um grupo na água e outro grupo na fila, o que representa uma espera de até 30 minutos. Quando fomos liberados, cada pessoa tira algumas fotos individuais na entrada do poço, o que leva mais algum tempo. Somente depois disso foi possível entrar na água em até seis pessoas e ficar por 15 minutos.

Banho com tempo limitado

Assim como nos demais fervedouros do Jalapão, não é permitido nadar ou mergulhar com movimentos bruscos. O objetivo é preservar a água límpida e a areia branca, garantindo uma experiência tranquila e sustentável para todos os visitantes. E pode acreditar que eles são realmente como aparecem nas fotos: bem transparentes e com tonalidade azulada. Inclusive, eu recomendo levar uma capinha para celular à prova d’água com corda de proteção para tirar fotos dentro do fervedouro.

Nascente do fervedouro

Apesar de rápido, o banho é extremamente agradável. A pressão constante da água agita a areia, que funciona como um fluido que impede que o corpo se afunde. A sensação é de que você está sendo levemente empurrado para cima, com o movimento massageando o corpo. Como o olho d’água se encontra em um ponto específico, também é preciso fazer um revezamento entre as pessoas do grupo para que todos possam viver a experiência.

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Eu coloquei no mapa interativo acima os atrativos que eu visitei durante a minha viagem, incluindo pontos dentro e fora do parque do Jalapão. Acho interessante dar uma olhada para entender como estão distribuídos os passeios, as distâncias a serem percorridas e por que vale a pena dedicar mais dias ao destino. Para quem vai viajar por conta própria, o recurso é imprescindível para um melhor planejamento. 

A maioria dos viajantes usa Mateiros como base para os passeios nessa região. São pouco mais de 26 km de distância da comunidade até o fervedouro. Já São Félix do Tocantins fica a quase 56 km indo pela rodovia ou perto de 39 km por uma estrada alternativa. Recomendo dar uma olhada nas hospedagens da região, que vão desde as mais simples até opções com piscinas aquecidas e outros mimos.

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