Assim como nos últimos anos, embora eu continue amando ouvir músicas, a maior parte do meu tempo foi mesmo dedicada a escutar podcasts. Eles se tornaram uma ótima fonte de informações sobre atualidades e assuntos que me agradam, então sempre coloco para tocar quando estou fazendo alguma tarefa em casa que não exige muita atenção, durante os treinos na academia ou enquanto estou dirigindo.

Eu continuei acompanhando a maioria dos programas que já tinha costume de ouvir. O Foro de Teresina era minha fonte de informações da política brasileira, mas eles encerraram as atividades no fim do ano. O assunto foca em um tema a cada episódio, o que dá a oportunidade de um aprofundamento maior. E o Petit journal trata de política e economia internacional com clima leve, cheio de piadinhas que tornam a escuta mais agradável.

Eu comecei a estudar outros idiomas durante a pandemia como forma de preencher o tempo e manter a mente ocupada, daí também passei a ouvir alguns podcasts para treinar. Como eu uso o aplicativo do Duolingo, também acompanho os áudios em espanhol e francês com histórias envolventes de personagens ao redor do mundo. Já na série Coffee Break, escuto as aulas de espanhol, francês e italiano. Todos eles tem como base o inglês, então é preciso dominar esse idioma primeiro.

O Beyond! é para os ouvintes que gostam de videogame e, mais especificamente, de jogos para a plataforma Playstation. Como é em inglês, também é uma boa oportunidade para quem quer treinar. Para cinema e séries, já experimentei diversos podcasts, mas ainda não encontrei nenhum que me agrada particularmente – tenho problemas com muita conversa jogada fora em episódios que ficam gigantes. Por enquanto, fica essa lacuna em um dos temas que mais me agrada.

No campo da literatura, sigo escutando o Ilustríssima conversa, que traz entrevistas com autores de livros de não ficção e de pesquisas acadêmicas, sendo mais ou menos legal dependendo do convidado. Também comecei a ouvir o 451 MHz, que traz lançamentos literários, entrevistas com autores, notícias e informações. Ambos são menos frequentes, sendo atualizados a cada quinze dias ou mensalmente. É uma forma de aprofundar em determinados assuntos sem precisar dedicar muitas horas de leitura das obras.

Por fim, de vez em quando me aventuro em minisséries que posso consumir rapidamente. Alguns dos que ouvi recentemente foram o Praia dos Ossos, que mostra como Ângela Diniz foi assassinada pelo seu então namorado, que justificou o crime como legítima defesa da honra; Björk: sonic simbolism, com a cantora islandesa contando sobre a produção de cada um de seus álbuns; e Mussum, o podcastis, que conta a história de vida do lendário trapalhão, mas confesso que não achei esse último tão interessante.