Amalfi tem séculos de história, mas se mantém uma comunidade pequena até os dias atuais – são pouco mais de cinco mil habitantes. Durante a Idade Média, funcionava como um importante porto que ligava o Império Bizantino e o Egito, tendo grande importância no comércio mediterrâneo. No século XI, a região entrou em decadência e foi substituída por Nápoles, que se tornou uma grande metrópole. Mais recentemente, voltou a ter destaque como um dos principais destinos turísticos da Itália.

Como tem uma grande estrutura de transporte aéreo, ferroviário e marítimo, grande parte dos viajantes usam Nápoles como porta de entrada para a Costa Amalfitana, usando um transfer privado para chegar ao destino final. Mas quem quer economizar pode usar também o transporte público que, embora bem menos confortável e gastando o dobro do tempo, é consideravelmente mais barato. A viagem dura cerca de duas horas saindo da estação Napoli Centrale com trem + ônibus, do Aeroporto Internazionale di Napoli com ônibus direto ou do Porto di Napoli em barco.
Eu tinha pouco tempo e ficar nas praias não era meu objetivo principal nessa viagem. Por isso, preferi fazer somente um passeio bate e volta pelos principais pontos turísticos. Dá para ir de barco, mas eu buscava algo mais direto. Também há quem prefira alugar um carro para ter mais liberdade. Eu acabei escolhendo a Excursão a Sorrento e à Costa Amalfitana, que foi feita em uma van pela estrada à beira do mar com paisagens deslumbrantes.

Aqui vou focar nas poucas horas que passei em Amalfi, o destino final no meu dia de passeio. A faixa da praia principal onde o veículo nos deixou e serviria de ponto de encontro mais tarde é pequena, com cerca de 200 metros de comprimento. Assim como outros destinos da costa, ela é formada por pequenas pedras, o que não é tão confortável quanto a areia fina a que estamos acostumados por aqui. Além disso, a área pública, no canto inferior da foto acima, é minúscula. Ali os banhistas podem colocar suas próprias toalhas e usar o espaço livremente.

Para ter mais conforto, é preciso pagar pelas cadeiras e guarda-sóis da praia privada. Como eu passaria pouco tempo ali e os preços são altos, não valia a pena. O investimento faz mais sentido para quem pode passar uma boa parte do dia curtindo o lugar. Inclusive, há várias hospedagens na beira da praia, incluindo o Hotel Marina Riviera, o Palazzo Don Salvatore e o Hotel Residence.

Embora seja pequena, Amalfi conta, além de hotéis, com muitos apartamentos, casas de temporada e outras opções. As hospedagens na cidade realmente não são baratas, mas ficam mais em conta quanto mais se afasta do centro ou dividindo com mais pessoas. De qualquer maneira, as ruas também são tomadas por turistas que estão somente passando o dia por ali. Eu achei a área bem movimentada, com lojas e restaurantes cheios.

Eu fiz essa viagem durante o verão europeu, então os destinos turísticos estavam mesmo bem movimentados. Eu não cheguei a ter problemas com filas grandes ou deixar de fazer algo que eu queria porque reservei os principais atrativos e passeios com antecedência. Mas fazia um calor tão intenso que era preciso tomar cuidados como usar roupas frescas, se manter hidratado, ficar na sombra e repassar o protetor solar algumas vezes durante o dia. Também aproveitei o clima para experimentar um sorbet de limão siciliano servido na própria casca da fruta – muito refrescante e gostoso.

Da arquitetura local, o que mais me chamou a atenção foi a Cattedrale di Sant’Andrea, também conhecida como Duomo di Amalfi. A igreja começou a ser construída em 987 ao lado de outro templo do século anterior, onde hoje está o Museo Diocesano. A fachada tem estilo neo-mourisco e influências neo-góticas. Reformas foram feitas ao longo dos séculos, com a abertura do Chiostro del Paradiso,adição de elementos barrocos na parte interna e obras de arte góticas e renascentistas nas capelas. Em 1861, a destruição da fachada causada por um forte vendaval levou a um trabalho de restauração com foco no resgate das formas originais da parte externa. Na praça em frente à catedral, destaca-se a Fontana di Sant’Andrea.

Eu também fiz um passeio de barco partindo do Porto di Amalfi, o mesmo de onde também saem as embarcações que levam até a famosa Ilha de Capri. Eu fiz um trajeto mais simples, mas que vale a pena para quem chega até a região pelas estradas e quer ver as diversas comunidades espalhadas pelos morros rochosos. Várias empresas oferecem passeios por essas águas, então eu recomendo dar uma pesquisada antes da viagem.
No trajeto, foram apresentados os principais pontos de interesse e curiosidades. Eu fiquei bastante interessado no Hotel Santa Caterina, uma luxuosa hospedagem que recebe personalidades famosas e possui um grande elevador que leva até sua praia privativa. Obviamente, as diárias são caríssimas, ultrapassando os vinte mil reais. Se um dia eu ganhar na mega-sena, é possível que eu passe uns dias por lá.

Como há diversas excursões saindo da cidade e seus arredores, vale a pena dedicar mais tempo para conhecer a Costa Amalfitana. Também é possível alternar a visita às praias com passeios históricos nas ruínas de Pompeia e Ercolano, comunidades romanas destruídas pela erupção do Monte Vesúvio que ficam a pouco mais de uma hora de viagem. O mapa interativo abaixo dá uma ideia do que pode ser incluído nos dias passados por lá.
Por fim, um ritmo mais tranquilo de passeio permite curtir as belíssimas paisagens da região, conhecer atrativos importantes como as ilhas, passar um dia inteiro em um beach club, fazer trilhas e visitar mais construções antigas e museus. De qualquer maneira, recomendo a Excursão a Sorrento e à Costa Amalfitana como forma de conhecer Sorrento, Positano, Amalfi e Ravello mais rapidamente e gastando menos.

